Liberdade de Imprensa não se negocia, se defende | Por FENAJ

Em nota, Federação Nacional dos Jornalistas defendeu a democracia, criticou proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff e repudiou setores da mídia por criarem “clima de medo e terror” no País.
Em nota, Federação Nacional dos Jornalistas defendeu a democracia, criticou proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff e repudiou setores da mídia por criarem “clima de medo e terror” no País.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem a público reafirmar a importância do Jornalismo e dos jornalistas na defesa desse princípio fundamental para a democracia e a constituição da cidadania.

Ao mesmo tempo, como representante máxima da categoria no país, a FENAJ denuncia as graves ameaças à liberdade de imprensa, que estão presentes no Brasil, e soma-se à Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc, por sua sigla em espanhol) para denunciar que essa ameaças atingem o conjunto dos países da América Latina e do Caribe.

Entre as ameaças, destacam-se as censuras veladas (econômicas e políticas), a concentração da propriedade dos meios de comunicação e a violência contra os jornalistas, incluindo o cerceamento a sua autonomia ético-profissional que não é respeitada na maior parte das redações.

Junto com a Fepalc, a FENAJ denuncia a gravidade da situação em que se encontram os trabalhadores e trabalhadoras do Jornalismo na América Latina e no Caribe, em razão do desemprego, dos baixos salários e da violência de que têm sido vítimas constantes. Neste ano, 11 jornalistas foram assassinados na região, um deles no Brasil, onde também se registrou a morte de um radialista. Além das mortes, um jornalista haitiano encontra-se desparecido.

A FENAJ, mais uma vez, cobra do governo políticas públicas e planos de ações para garantir a segurança dos jornalistas no exercício de sua profissão. Igualmente, cobra a regulação dos meios de comunicação, para que a sociedade brasileira passe a contar com uma imprensa verdadeira livre e democrática, submetida às mesmas regras de transparência e de supervisão de outros setores econômicos.

Sabemos que o Brasil está vivendo em um Estado de Exceção, no qual as Instituições democráticas estão comprometidas, e que em vários países da América Latina e do Caribe, a democracia também está ameaçada. Mas FENAJ e Fepalc cumprem seu papel de defender os/as jornalistas e de denunciar a violência de que são vítimas.

Para que não se esqueça, para que não se repita! Pelo fim da impunidade!

 Jornalistas que perderam a vida em 2018

Brasil

Ueliton Bayer Brizon

Jefferson Pureza Lopes (radialista)

Equador

Javier Ortega

Paul Rivas

El Salvador

Karla Turcios

Guatemala

Laurent Ángel Castillo Cifuentes

Luis Alfredo de León Miranda

José Daniel Rodrí

México

Carlos Domínguez

Pamela Montenegro

Leobardo Vázquez Atzin

Nicaragua

Ángel Eduardo Gahona

Haiti

Vladjimir Legagneur (desaparecido)

*Com informações da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ/Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe – FEPALC

Redação do Jornal Grande Bahia
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