Julgamento em Feira de Santana condena Gilson de Jesus Moura a 130 anos de reclusão em regime fechado

Página 1 da decisão judicial condenatória contra Gilson de Jesus Moura (Coroa).
Página 1 da decisão judicial condenatória contra Gilson de Jesus Moura (Coroa).
Página 1 da decisão judicial condenatória contra Gilson de Jesus Moura (Coroa).
Página 1 da decisão judicial condenatória contra Gilson de Jesus Moura (Coroa).

No dia 10 de maio de 2018 (quinta-feira), a juíza da Vara do Júri da Comarca de Feira de Santana Márcia Simões Costa proferiu sentença condenatória a 130 anos de reclusão em regime fechado contra Gilson de Jesus Moura (Coroa, 50 anos), em decorrência do assassinato de Tais de Jesus Moura (13 anos), Carlos Alexandre de Jesus Moura (9 anos), Chaiane Vitória de Jesus Moura (8 anos), Emilly Moura de Lima (16 anos) e Enzo Luan Moura de Lima (1 ano e 11 meses); e pela tentativa de assassinato de Cristina de Jesus Moura (37 anos) e Ayla Danielle de Jesus Moura (4 anos); além da morte, decorrente de aborto, provocado em Emilly Moura de Lima.

Conforme consta nos autos do processo n° 0500691-03.2017.805.0080, tendo como parte acusatória o Ministério Público da Bahia (MPBA), no dia 4 de janeiro de 2017, Gilson Moura ateou fogo na própria residência, localizada na Rua Itatiaia, n° 19, Condomínio Alto do Rosário, Bairro Mangabeira, em Feira de Santana, causando a morte do filho Carlos Alexandre, das duas filhas Tais de Jesus e Chaiane Vitória; da enteada Emilly Moura, do filho da enteada Enzo Luan, além de morte por aborto provocado em Emilly Moura. Sobreviveram à tragédia a esposa Cristina de Jesus e a filha Ayla Danielle.

Durante o júri popular, Gilson Moura foi interrogado e confessou os fatos relatados na denúncia. Não foram arroladas testemunhas para serem ouvidas em plenário, nem pelo Ministério Público e nem pela defesa.

Ao prolatar a sentença, a juíza Márcia Simões Costa decidiu

— Negar ao réu o direito de recorrer em liberdade, uma vez que está preso desde o início da instrução criminal, assim devendo permanecer até o trânsito em julgado da sentença, em face da inequívoca gravidade dos delitos, uma vez que os crimes desta natureza causam repulsa no meio social, porquanto praticado contra mais de uma vítima, todas parentes próximos do sentenciado (filhos, irmã/companheira e sobrinha) e, ainda, pelo fato de que, nesse momento, com o advento da condenação imposta, reexaminados os pressupostos da custódia cautelar, tenho que ainda remanescem incólumes os fundamentos que ensejaram a sua decretação no nascedouro da ação penal.

— Ressaltar que a prisão cautelar visa assegurar os interesses de segurança de toda a sociedade, os quais devem prevalecer sobre os individuais do réu. Assim, recomende-se o réu na prisão em que se encontra [Conjunto Penal de Feira de Santana].

Violência premeditada e cruel

Segundo João Uzzum, delegado responsável pela 1ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil no Interior (COORPIN), o crime foi premeditado. Ele narra que na noite anterior ao crime, Gilson Moura pegou um galão de cinco litros de gasolina e deixou escondido dentro da residência. Quando os familiares dormiram, derramou o combustível sobre as pessoas, ateou fogo e trancou as portas.

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Decisão judicial condenatória contra Gilson de Jesus Moura (Coroa)

Sobre Carlos Augusto 9448 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).