“Governo do estado aprovou mudanças que representam um verdadeiro golpe contra os servidores”, diz líder da Oposição na ALBA sobre o 1 de Maio na Bahia

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Luciano Ribeiro.
Luciano Ribeiro.

O dia do trabalhador a ser homenageado nesta terça-feira 1 de maio de 2018, em vários lugares do mundo deve ser pouco comemorado pelos servidores do estado da Bahia. Há quatro anos sem reajuste, milhares de funcionários públicos recebem abaixo do salário mínimo. Essa realidade foi lembrada hoje pelo líder da Bancada de Oposição, na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Luciano Ribeiro (DEM).

“O governo pôs fim na licença prêmio para os novos servidores, acabou com a aposentadoria integral, deu fim a concessão de um terço de férias em pecúnia, implantou o sistema de retenção da aposentadoria por até um ano, a retenção de licenças prêmios na educação, o congelamento de salários, dos valores das diárias, o corte de periculosidade e insalubridade e a elevação do tempo para ganho de estabilidade. Ora, os servidores públicos da Bahia estão há exatos quatro anos sem receber o reajuste salarial”, frisa o líder ao lembrar alguns direitos dos servidores retirados pelo governo Rui Costa (PT), nos últimos quatro anos.

Segundo o deputado, as poucas obras realizadas pelo governador em busca de viabilizar a sua reeleição ao governo do estado estão sendo custeadas pelos salários dos servidores. “O governo deixou de conceder reajuste para fazer investimentos em obras eleitoreiras, para financiar shows de cantores e bandas famosas, a exemplo daqueles realizados nas inaugurações das policlínicas, num claro fim de ampliar o seu capital eleitoral. Quem está pagando por isso são os servidores públicos”, denuncia o líder oposicionista, lembrando que as mudanças que prejudicaram os servidores foram aprovadas pela Bancada Governista na Assembleia Legislativa, durante esse período.

Luciano ironiza o silêncio de todos, em relação ao assunto. “Uma verdadeira reforma da previdência foi feita aqui na Bahia sem que ninguém percebesse e a Bancada do Governo não grita, não fala nada”, enfatiza, criticando o abuso no uso do REDA, na terceirização e no aparelhamento do estado, com os excessos dos cargos de confiança.  Entre as questões que prejudicaram o funcionalismo do estado, ele cita também o fechamento da Cesta do Povo.

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