Feira de Santana em história: Comerciante Valbert Mansur, mestre em “tiradas hilárias” | Por Adilson Simas

Professor Evandro Sampaio lembra casos inusitados em seu artigo.
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Professor Evandro Sampaio lembra casos inusitados em seu artigo.
Professor Evandro Sampaio lembra casos inusitados em seu artigo.

Considerado um dos grandes contadores de causos ocorridos no dia a dia desta cidade, o professor Evandro Sampaio Oliveira, em texto publicado no antigo Blog Santanópolis, lembra que o comerciante Valbert Mansur, um descendente de árabes estabelecido na Rua Sales Barbosa, era mestre em tiradas hilárias. Entre outras, dizia ter medo de avião explicando que “se navio afundar sei nadar mas se avião pifar não sei voar”. Vale a pena lembrar aquele comerciante com seu raciocínio inusitado.

O medo de viajar de avião

Valber Mansur, descendente de árabes, grande comerciante de miudezas na rua Sales Barbosa, casado com a bela Santanopolitana Roland, era uma pessoa interessante, tinha raciocínio inusitado, consequentemente com tiradas hilárias.

Certa vez em um exame médico de rotina, seu médico recomendou diminuir os vícios para o bem da saúde, ele prontamente obedeceu, passou a levar seis meses jogando baralho, sem fumar ou tocar em álcool, nos outros seis meses, largava o baralho passando a fumar e nos últimos seis meses da sequência planejada, bebia a cervejinha quando saía do trabalho, desta forma dizia que só tinha um vício.

Mas o caso mais comentado pelos colegas da Sales Barbosa era o medo que ele tinha de avião, dizia “se navio afundar sei nadar, avião pifar não sei voar”.

Os comerciantes da Sales Barbosa, todo ano viajavam para São Paulo para fazer compras completando os estoques das lojas.

Embarcavam na segunda-feira em uma aeronave, em São Paulo iam para um hotel, no outro dia recebiam um corretor de compras, entregavam lista do que queriam adquirir e iam ver o comércio, para se atualizar.

No final da semana, recebiam o corretor, conferiam os pedidos e à noite iam se divertir, que ninguém é de ferro.

Valber viajava de carro, três dia de ida e três de volta, ia na sexta, a estrada não era asfaltada, voltava dois dias depois dos outros e perdia todas as vantagens. Não havia quem o convencesse:

– Avião é o transporte mais seguro, diziam uns, você está perdendo de ver os shows paulistanos do sábado à noite, não está acompanhando as inovações comerciais, chega cansado não tem ânimo para nada, argumentavam outros.  Ora ele bem sabia, mas o medo superava o arrazoado.

Por fim depois de tantas evidencias, resolveu comprar passagem de avião, mas não foi com os colegas, queria fazer uma surpresa. O voo era 14:00 horas, ele chegou às sete  no aeroporto, despachou a bagagem foi para o bar pediu um litro de whisky, para tomar coragem.

Na hora marcada foi para sala de embarque decidido, depois foi o primeiro da fila, andou ereto em todo o pátio, quando o efeito do whisky não foi maior do que o pavor de entrar naquele pássaro horrendo de metal, foi quando se ouviu o berro de Valber, lendo a sigla do avião gritou: F-WWLQ, este sonhei que vai cair, saindo da fila esbravejou, não vou viajar não.

Foi um pandemônio, outros passageiros saíram da fila. Os Comissários diziam “meu senhor, que bobagem, sua bagagem já está na aeronave” e ele já apressando o passo grita:

– “Minha bagagem não sonha”.

*Adilson Simas é jornalista.

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