2º Festival de Arte para Infância e Juventude do projeto Petiz ocorre em Salvador

Cena da peça teatral 'Em busca da ilha desconhecida'.
Cena da peça teatral 'Em busca da ilha desconhecida'.
Cena da peça teatral 'Em busca da ilha desconhecida'.
Cena da peça teatral ‘Em busca da ilha desconhecida’.

De 26 de maio a 3 de junho de 2018, o PETIZ – Festival de Arte para Infância e Juventude realizará a segunda edição da sua Mostra Artística, evento que contempla espetáculos de teatro, dança, música e circo, além da linguagem do audiovisual voltados para o público infantojuvenil (2 a 12 anos). Serão nove dias de uma intensa programação com grupos e artistas da capital e interior baiano e de outros estados, todos selecionados através de edital de abrangência nacional. As apresentações acontecerão no Teatro Martim Gonçalves, com ingressos a R$20 e R$10. Vendas na bilheteria do espaço ou através do www.sympla.com.br

Na abertura do Festival, no dia 26, às 16h, o grupo Canastra Real – Contos Em Cantos (BA) apresenta “Toada Crianceira – o cancioneiro brincante da infância”, show com repertório de canções e textos de tradição oral, como acalantos, brincos, lenga-lengas, trava-línguas, adivinhas e desafios, alternando canto com momentos de interação e de vivência compartilhada dos brinquedos cantados. A proposta da apresentação é sensibilizar o público para a necessidade de tecer uma sociabilidade infantil mais lúdica, evidenciando que ser criança é algo natural e viver a infância é algo cultural, que se pode aprender e ensinar.

Nos dias 27, às 16h, e 28, às 9h e 10h, o público terá a oportunidade de assistir #Mergulho – experiência teatral para crianças, do grupo Eranos Círculo de Arte, de Santa Catarina. O espetáculo conta a história de duas pessoas que vivem em universos diferentes e que buscam com a ajuda da plateia, se encontrar. Utiliza como ferramenta técnica a projeção digital atrelada ao som e permite uma série de possibilidades de interação entre cena e plateia. Em 2015 o espetáculo ganhou o prêmio Myriam Muniz e já participou de importantes festivais como o FIL – Festival de Intercâmbio de Linguagens (RJ), FILO – Festival Internacional de Londrina (PR) e o X FITA Floripa – Festival Internacional de Teatro de Animação.

O circo também tem espaço na programação do Festival Petiz. No dia 29, com sessões às 9h e 15h, o Núcleo Circo Único & Condão de Rainha (BA) traz os encantos da palhaçaria em “O Jardineiro”, com direção do premiado João Lima. O espetáculo é interativo e congrega música e teatro para dar vida à singela história de um palhaço jardineiro que semeia flores e risos por onde passa. Violoncelo, violão, escaleta, trompete, caixa clara são alguns dos instrumentos utilizados nesta montagem, em que música e cena caminham juntas para fazer brotar não só flores, mas o encanto e o riso em todos aqueles que queiram se deixar tocar pela alma do palhaço.

No dia 30, o Coletivo Duo (BA) se apresenta com o espetáculo inspirado em um conto de José Saramago, ‘Em busca da ilha desconhecida’, com sessões às 15h e 19h30. O musical passeia nas tradições, musicalidade e teatralidade da cultura popular ibérico-nordestina e traz como temática o poder dos sonhos e da imaginação. O Coletivo já participou de festivais como Festival Itinerante de Teatro Latinoamerciano Âmbar – FITLÂ e Festival Internacional Latinoamericano de Teatro da Bahia – FILTE.

Este ano, além dos espetáculos selecionados através do edital, o festival convidou dois grupos para integrar a programação. Com 15 anos de trajetória, o Finos Trapos (BA), conhecido por trazer em seus trabalhos o teatro contemporâneo, com o sotaque regional fundamentado no imaginário da cultura de tradição popular nordestina, apresenta, no dia 31/05, às 17h, “Ponta d’areia, Pedaço do céu”, uma fábula cênica-musical que envolverá jovens e crianças nas aventuras do velho Filó e sua neta Tatá na busca por um metal raro, que servirá para a construção da Geringonça, uma máquina extraordinária que os permitirá viajar espaço para descobrirem os segredos escondidos das estrelas.

Em 2008, o grupo Finos Trapos completa 15 anos de trajetória, e este é o primeiro espetáculo infantil, em caixa cênica, estreado pelo grupo. Já no dia 1º/06, às 15h, é a vez do Coletivo Trippé (BA), da cidade de Juazeiro, convidado a trazer o espetáculo de dança, “Meu Querido Catavento”. Em cena, os personagens criam e recriam a lógica dos significados. Panelas são capacetes, caixas são balões e até as sacolas ganham vida. A proposta desta apresentação é possibilitar às crianças uma alternativa às brincadeiras massificadas pelos eletrônicos, levando à cena diversos jogos que utilizam a imaginação e reforçam que a criatividade não depende da tecnologia.

O encerramento do Festival fica por conta do renomado Circo da Silva, grupo com sede em São Paulo, liderado pela atriz gaúcha Paula Preiss e pelo músico chileno Arturo Cussen. “HumAnimal” mescla teatro, música, dança e manipulação de objetos, estimulando sentidos e percepção de crianças e bebês. O espetáculo, sem fala, brinca com as invenções e transformações a partir do que parece ‘o nada’, mas revela, em surpresas, um mundo novo e único! As performers transitam pela fina fronteira que há entre o ser humano e o animal, conduzidas pelo universo musical. O Circo da Silva atua na cena cultural sul-americana desde 2005, e traz no trabalho da atriz o eixo do teatro físico e no trabalho do músico a ampla pesquisa em música latino-americana, pontuando o drama dos espetáculos com ritmos ricos e vibrantes. O grupo se apresenta no Petiz nos dias 2/06, às 16h e 3/06, às 11h.

Paralelo à grade de programação artística, o Festival promoverá bate-papos sobre Mediação Cultural com Ney Wendel, doutor e mestre em artes cênicas, mediado pela atriz e produtora cultural Isabela Silveira; bate-papo sobre Produção Artística e Educação, com Claudio Cajaíba da Escola de Teatro da UFBA e Daiane Silva, da Rebento Filmes; Oficina “Corpo e Ludicidade”, com Coletivo Trippé; Piquenique com histórias, com a Cia Pé de Causos – Trupe de Contadores e Sessões de Cinema, na Sala Walter da Silveira. Programação completa no site do projeto www.festivalpetiz.com.br

Contemplado no edital Dinamização de Espaços Culturais da Bahia 2016, do Fundo de Cultura da Bahia, o PETIZ tem o propósito de potencializar a fruição artística no processo que envolve o encontro da criança com a obra e é uma idealização da C.R.I.A.R.E – Projetos Culturais e Educacionais, coordenada por Poliana Bicalho, arte-educadora, produtora e mediadora cultural em conjunto com a BERÊ PRODUÇÕES, coordenada por Renata Berenstein, psicóloga, arte-educadora e diretora teatral.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

Agenda

2ª edição Mostra Artística – Festival de Arte para Infância e Juventude

Data: 26 de maio a 3 de junho de 2018

Local: Teatro Martim Gonçalves (Avenida Araújo Pinho, nº 295, Canela) │ Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia – UFBA

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