Vereador quer que Governo do Estado se manifeste sobre a saúde pública de Feira de Santana

Edvaldo Lima: os casos mais graves são todos transferidos para o Hospital Geral Clériston Andrade, que não está mais dando conta da demanda.
Edvaldo Lima: os casos mais graves são todos transferidos para o Hospital Geral Clériston Andrade, que não está mais dando conta da demanda.

A Câmara Municipal aprovou, na manhã desta quarta-feira (18/04/2018), em votação única e por maioria dos presentes, o Requerimento de nº 086/2018, de autoria do vereador Edvaldo Lima (PP), que pede ao Governo do Estado que se manifeste a respeito da saúde pública de Feira de Santana.

O edil ressaltou, com base na Constituição Federal de 1988, que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação.

“Respaldado na Carta Magna e com vista à realidade que se encontra a saúde na nossa cidade, solicito que seja tomando providências emergenciais para diminuir com o índice de óbitos que vem ocorrendo pela falta de atendimento médico, ou um atendimento precário, não atendendo a necessidade do diagnóstico do paciente”, disse Edvaldo.

Ele acrescentou: “a falta de leitos nos hospitais, associada ao procedimento da regulação hospitalar, tem refletido bastante na rotina da população feirense e população circunvizinha, pois, diariamente, diversos casos de pacientes que estão internados em Unidades de Pronto Atendimento, há vários dias, esperam em estado de saúde grave por uma vaga no HGCA”.

Para o vereador, é necessário melhorar e desafogar as redes hospitalares. “Hoje em dia, os casos mais graves são todos transferidos para o Hospital Geral Clériston Andrade, que não está mais dando conta da demanda. A superlotação dos pronto-atendimentos, das salas de espera e corredores das salas de emergência, associada às elevadas taxas de ocupação dos leitos de observação, leitos de cuidados semi-intensivos e intensivos é um fenômeno conhecido e amplamente discutido pelos gerentes, gestores e profissionais de saúde e que só vem preocupando a cada dia, pois as necessidades só aumentam”, afirmou.

Edvaldo reiterou que a saúde é um dever do Estado, porque é financiada por impostos que são pagos pelos contribuintes e os Municípios, Estados e União têm que criar condições para que toda e qualquer pessoa tenha acesso aos serviços de saúde, hospitais, tratamentos, programas de prevenção e medicamentos. “Sempre que alguém precisar, não deixe de exercer o sagrado direito à saúde. O poder público não presta um favor no caso da saúde, ele tem obrigação legal de cuidar de todos indistintamente”, findou.

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