UEFS sedia debate sobre inclusão das pessoas com deficiência e cultura do capacitismo

Cartaz anuncia palestra com tema 'Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo’.
Cartaz anuncia palestra com tema 'Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo’.
Cartaz anuncia palestra com tema 'Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo’.
Cartaz anuncia palestra com tema ‘Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo’.

As políticas públicas de educação inclusiva existentes no país, o papel cumprido por estas, as condições de trabalho dos professores e a superação do preconceito contra as pessoas com deficiência serão alguns dos assuntos a serem abordados na palestra ‘Inclusão em tempos de exclusão e a cultura do capacitismo’. A atividade, a ser ministrada pela professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marinalva Oliveira, ocorrerá na próxima terça-feira (10/04/2018), às 15:30 horas, no Auditório 5, Módulo VII da Uefs. A promoção é do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE) da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs).

Marinalva Oliveira, que atualmente integra o GTPE da Associação dos Docentes da UFF e é ex-diretora do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), pontua que a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva não tem proporcionado a inclusão das pessoas com deficiência, além de não garantir os recursos financeiros para atender a este segmento da população.

“Existe um falso discurso de inclusão. O Estado, através de diversas legislações, vem se desobrigando de assegurar todas as condições físicas e pedagógicas necessárias para garantir o direito aos alunos com deficiência matriculados em escolas regulares, acesso e acessibilidade pedagógica, metodológica, comunicacional e arquitetônica. São muitas as barreiras existentes”, informou.

Capacitismo

A ex-diretora do ANDE-SN ainda destaca a importância de as pessoas conhecerem o significado do termo capacitismo para conseguirem perceber os preconceitos existentes contra os indivíduos com deficiência.

Marinalva Oliveira define capacitismo como a concepção que tende a pensar as pessoas com deficiência como menos aptas ou incapazes de gerir a própria vida. “A partir daí, surgem termos como portadoras, excepcionais. Eles reforçam a ideia de que o indivíduo com deficiência precisa sempre de proteção. Nas intervenções, nos espaços que estamos, sempre visualizamos atitudes de opressão que ocorrem por desconhecimento”, alerta.

Movimento docente

No âmbito do ANDES-SN, a categoria aprovou acrescentar às bandeiras de luta a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e ações contra o capacitismo. Considerando que o Sindicato Nacional tem entre os seus princípios a defesa da universalidade do acesso à educação pública de qualidade, a categoria também aprovou que as seções sindicais do ANDES-SN lutem pela implementação do Decreto n° 9.034/17, responsável por instituir cotas para pessoas com deficiência nos institutos e universidades federais. As propostas foram discutidas e encaminhadas durante o 62º Congresso da entidade (CONAD), realizado entre 13 e 16 de julho de 2017, em Niterói (RJ).

Como parte das atividades, o ANDES-SN encaminhou às seções sindicais um questionário que tem o objetivo de identificar como ocorre, nas universidades onde essas funcionam, a inclusão das pessoas com deficiência. O resultado possibilitará conhecer as propostas de acesso voltadas para a permanência desses indivíduos e permitirá traçar as próximas políticas a serem executadas pelas seções sindicais.

Redação do Jornal Grande Bahia
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