Salvador: coreógrafo franco-holandês apresenta espetáculo e mostra de residência no Vivadança Festival Internacional

Apresentação do espetáculo 'Tremor and More'.
Apresentação do espetáculo 'Tremor and More'.
Apresentação do espetáculo 'Tremor and More'.
Apresentação do espetáculo ‘Tremor and More’.

Em parceria com o Movimento Internacional de Dança-DF (MID) e com apoio da Embaixada França, do Instituto Francês no Brasil e do CCBB, o Vivadança apresenta a primeira ação deste ano em parceria com a França: a mostra da residência com o dançarino e coreógrafo franco-holandês Herman Diephuis, que selecionou através de workshop, em Salvador, 19 artistas do teatro, dança e de múltiplas linguagens. No Teatro Vila Velha, nesta quinta-feira (26/04/2018), às 20 horas. Logo após, ocorre a apresentação de outra obra coreográfica ‘Tremor and more’ – criada também em residência no Brasil, em 2017, com o dançarino Jorge Ferreira. O trabalho parte do tremor como movimento inicial, princípio, repetição e intervalo de tempo como condição para chegar a momentos de grande vigor físico, marcado por intervalos de quietude. Uma energia de dança ritual.

Com a proposta de trabalhar a partir de imagens que estão inseridas na herança cultural e no imaginário coletivo, Diephuis conduz sua pesquisa sobre as representações do corpo – em sua presença de movimento, gestos e posturas – de como elas revelam questões sob a condição humana, estereótipos, códigos sociais e expressivos. Mais precisamente a forma como o corpo é reproduzido nas imagens, para encontrar movimento, presença, narrativa, estado físico, emocional e significado. A programação completa está disponível em: www.festivalvivadanca.com.br

“Embarcamos numa jornada de materiais visuais que me inspiram e tentamos absorvê-los e assimilá-los para incorporar completamente as referências. Juntos, colaboramos nos detalhes do movimento e na expressividade, transcendendo a imitação e permitindo uma liberdade de interpretação. Exploramos ideias opostas, como humor e seriedade, sacralidade e desmistificação, certeza e dúvida, contenção e excesso, tensão e relaxamento, movimento e suspensão”, descreve Herman Diephuis.

Bio Herman Diephuis

Herman Diephuis nasceu em 1962, em Amsterdã, e mora em Paris. Ele trabalhou como intérprete por muitos anos com muitos coreógrafos: Régine Chopinot, Mathilde Monnier, Jean-François Duroure, Philippe Decouflé, François Verret, Jerome Bel, Xavier Le Roy e Alain Buffard.

Em 2002, ele coreografou La C e La F no projeto Fables à la Fontaine.

Em 2004, criou sua companhia, a associação ONNO, para implementar suas próprias criações e projetos: De acordo com J.-C. (2004), Dalila e Sansão, por exemplo (2005), Julie, Entre Outros (2007), Paul está morto? (2008), Ciao, Bella (2009), All of me et Let it be me (2012 e 2013), Objet principal du voyage (2012), Let it be all of me, at last (2013), Bang (2014), Clan (sextet-2015), Mix (2017), Tremor e Mais (2017).

Em 2017, ele co-coreografou o trio Goin’down com Naomi Fall e coreografou a ópera Le Timbre d’argent de Camille Saint-Saëns – dirigida por Guillaume Vincent.

Paralelamente, ele desenvolve projetos criativos com amadores (com uma prática artística ou não), como Brainstorming (2012), The Guiding Freedom Romain Rolland (2011), Hors Pair (2008) e The Missing Last Supper (2006) e propostas in site specific, nomeadamente em museus como Vue sur Parc, em setembro de 2014, e ‘Impressões’, em maio de 2013.

Se especializou em dança na DRAC Île-de-France, entre 2010 a 2012.

Ele também traz sua visão como assistente ou colaborador artístico para diferentes artistas, incluindo Mathilde Monnier, Raphaëlle Delaunay, Maud the Pladec, Romual Kabore, Teilo Troncy ou o diretor norueguês Théa Stabell.

O Vivadança Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções Artísticas.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)

Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

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