Ressurreição, uma “surpresa” que nos coloca em caminho | Papa Francisco

Papa Francisco: assim, diante do anúncio, da surpresa, e do ir correndo, a pergunta: "E eu, hoje, nesta Páscoa de 2018. Eu, o que? Você o que?”.

Papa Francisco: assim, diante do anúncio, da surpresa, e do ir correndo, a pergunta: “E eu, hoje, nesta Páscoa de 2018. Eu, o que? Você o que?”.

A Páscoa – a festa mais importante da fé cristã, pois é a festa da salvação e do amor de Deus por nós – foi celebrada na Praça São Pedro com a missa presidida neste domingo (01/04/2018) pelo Papa Francisco.

A celebração no domingo de sol, com temperatura ambiente de 10°C, atraiu milhares de fiéis de todas as partes do mundo que vêm a Roma para festejar a Páscoa do Senhor e participar das celebrações da Semana Santa junto com o Santo Padre.

Doadas por floricultores holandeses – numa tradição que dura 32 anos – 50 mil flores transformaram em um verdadeiro jardim o local da celebração.

O Evangelho do dia, celebrado pelo Papa Francisco, narra a descoberta de Maria Madalena, de Pedro e de João: o sepulcro está, vazio! Da supressa ao encontrar o sepulcro vazio, à necessidade do anúncio “com pressa” desta boa-nova.

O Papa Francisco destacou alguns aspectos que brotam da descoberta que o sepulcro está vazio, o anúncio e a pressa, conclamando ‘Cristo ressuscitou!’.

O anúncio

Um anúncio que desde os primeiros tempos do cristianismo passou de boca em boca, transformando-se numa saudação: o Senhor ressuscitou!

As mulheres foram até lá ungir o corpo de Jesus e tiveram uma surpresa. “Os anúncios de Deus são sempre uma surpresa, porque o nosso Deus é o deus das surpresas”, sublinhou Francisco.

E assim aconteceu “desde o início da história da salvação”, “sempre há uma surpresa após outra. Deus não sabe fazer um anúncio sem nos surpreender”.

E o que move o nosso coração, é justamente esta surpresa de Deus, que nos surpreende onde menos esperávamos.

A pressa

E ao depararem-se com esta surpresa, as mulheres vão apressadas contar o que viram. “Pedro e João correram’, como “os pastores naquela noite de Belém”, como a samaritana:

“«Esta é uma novidade: encontrei um homem que me contou tudo o que fiz». E as pessoas sabiam as coisas que ela tinha feito. E essas pessoas correm, deixam o que estão fazendo, até mesmo a dona de casa deixa as batatas na panela – ela vai encontra-las queimadas – mas o importante é ir, correr, para ver aquela surpresa, esse anúncio”.

Ainda hoje acontece isto, disse o Papa. “Nos nossos bairros, nos povoados, quando algo extraordinário acontece, as pessoas correm para ver. Vão com pressa. André não perdeu tempo e apressou-se em ir a Pedro para lhe dizer: «Encontramos o Messias».“

As surpresas, as boas novas, devem ser dadas assim, “com pressa”, reiterou Francisco.

Paciência de Deus

E para quem não quer arriscar, e leva algum tempo – como Tomé, que quer tocar as chagas do Senhor para acreditar –  “o Senhor é bom”, fica “esperando por ele com amor”, pois “o Senhor tem paciência com aqueles que não vão tão rápido”.

Neste o contexto, a pergunta do Papa Francisco a cada um de nós:

“Meu coração está aberto às surpresas de Deus, consigo ir com pressa ou sempre com aquela cantilena: «Mas amanhã verei, amanhã, amanhã …? »”.

Assim, diante do anúncio, da surpresa, e do ir correndo, a pergunta: “E eu, hoje, nesta Páscoa de 2018. Eu, o que? Você o que?”.

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