No sábado da Micareta 2018 de Feira de Santana, Xandy, Chiclete com Banana, Netinho, Edson Gomes e Cheiro de amor cantam o amor pela festa

Cenas do sábado da Micareta 2018 de Feira de Santana.
Cenas do sábado da Micareta 2018 de Feira de Santana.
Cenas do sábado da Micareta 2018 de Feira de Santana.
Cenas do sábado da Micareta 2018 de Feira de Santana.

Unicórnios levaram um colorido especial e a irreverência do Lá Vem Elas para a avenida

O momento mais colorido do Circuito Maneca Ferreira não poderia ser outro: a passagem do bloco Lá Vem Elas. E a fantasia escolhida esse ano contribuiu ainda mais para esse impacto visual na avenida. Aproveitando a tendência no mundo da moda atualmente, o mais tradicional bloco de travestidos da Micareta de Feira lançou este ano a fantasia de unicórnio.

Ao som da swuingueira da banda Harmonia do Samba, sob o comando do vocalista Xandy, todos atenderam a ordem do comandante: ninguém ficou parado. O repertório começou com o ‘harmonia das antigas’ e foi até os ‘hits’ atuais, com todo mundo dançando e cantando sem parar.

Xanddy parabenizou a organização

O cantor que há anos participa da Micareta mais antiga do Brasil fez questão de elogiar a festa. “É muito bom ver todo mundo se divertindo, brincando e tudo na paz. Espero que seja assim até o final”. Xanddy ainda acrescentou: “eu e a Micareta de Feira temos uma relação de sentimento, a organização da festa está de parabéns”, afirmou.

Bloco desfila há 34 anos

Com brincos, anéis, colares, perucas e muita maquiagem, os homens travestidos trouxeram para a avenida uma tradição de 34 anos com o ‘Lá Vem Elas’. Além de garantir a curtição da micareta, eles se preocuparam com os mínimos detalhes para deixar a festa ainda mais bonita. Sem esquecer das famosas armas de água para refrescar o calor da curtição.

Os foliões vieram mostrar que os homens tem muito rebolado. Foi só tocar ‘tic nervoso’, sucesso do Harmonia com Anitta, que a galera foi até o chão.

Lá Vem Elas chamou a atenção para o combate a violência contra a mulher

Mas, mesmo no meio de tanta folia, trouxeram também um mensagem de respeito para as mulheres que estavam representando. A placa “sou mulher quero respeito” chamava atenção de longe para a causa.

Jotinha, celebridade do Whatsapp, marcou presença

Uma das presenças ilustres do Bloco Lá Vem Elas este ano foi do radialista Jotinha, figura bastante conhecida na internet, especialmente na rede social de telefonia móvel WhatsApp.

A alegria tomou conta da galera e mandou a chuva embora

No passo do reggae, os foliões pipoca deixaram para trás as águas das chuvas passadas e brindaram as primeiras horas da noite de sábado, no Circuito Maneca Ferreira, ao som da banda Resistência Afro.

A animação dos “pipoqueiros” também se rendeu ao mix de ritmos entregue na sequência pelos caras da banda Chicana: muito axé na cabeça da galera para quebrar, de boa, um pouco da resistência do reggae.

Corações e mentes entregues à alegria, a cama estava posta para Márcia Porto, carismática e reinando num look rosa-choque, atacar com pérolas garimpadas do melhor da MPB.

Dois prá lá, dois prá cáSofrência, essa licença poética que toma os casais pela cintura e une os corpos numa dança sensual que faz os olhinhos revirarem, é prima-irmã do bolero que deu a luz ao arrocha.

Foi aí que a bela Cris Mel entrou na roda. No chão ou nos camarotes, até quem não era de dançar dançou: o amor se espalhou no ar da avenida.

Como se libertados das chuvas que marcaram presença nos primeiros dias do grande carnaval fora de época, não foram poucos os casais que toparam o convite malicioso da fankeira  Katê e protagonizaram cenas de puro erotismo de popozões sendo sarrafos até embaixo.

Chiclete, sempre Chiclete

Chicleteiro que é chicleteiro não consegue ficar sem viajar nos grandes e inesquecíveis momentos que a banda mais amada dos baianos deixou pelos caminhos dos velhos carnavais e micaretas.

Quando Khill, que trocou a banda Pathanka pelo desafio de preencher a impreenchivel lacuna deixada por Bell Marques, ele não imaginava que seria tão bem-vindo pelo povão que invadiu o Circuito Maneca Ferreira, nesta noite de céu de brigadeiro para o folião feirense: todo mundo tirou o pé do chão.

“Cheguei a pensar que nunca mais voltaria a cantar”, diz Netinho em retorno a Micareta

Ele voltou. Depois de cinco anos longe dos trios elétrícos devido a um grave problema de saúde, Netinho está de volta às avenidas. E o cantor escolheu a Micareta de Feira para fazer o seu retorno, onde desfilou na noite deste sábado, dia 21 de abril de 2018.

“Cheguei a pensae que nunca mais voltaria a Micareta de Feira, ou a subir em qualquer palco ou trio. Mas graças a Deus deu tudo certo”, declarou, antes de puxar um dos clássicos do axé music de autoria do feirense Luiz Caldas: “Fricote”.

Trazendo um repertório cheio de clássicos do Axé Baiano dos anos 90, Netinho construiu uma verdadeira máquina do tempo na avenida. Junto com ele, o público cantou hits como “Haja amor”, outro sucesso de Luiz Caldas, e também “AraKetu Bom Demais”.

Mas também não faltaram músicas do próprio Netinho. O públicou pulou e dançou ao som de “Preciso de Você”, levando quem acompanhava o trio de volta às antigas micaretas. Em sua apresentação, Netinho mencionou a paz na festa. “Micareta é na paz, micareta é na alegria, na união!”, entoou.

A grande surpresa da noite foi a volta triunfal de Netinho na Micareta de Feira

 O grande intérprete de Mila, um dos gigantes responsáveis pela projeção da música baiana mundo afora, através da Banda Beijo, com a sua voz vibrante mostrou que ainda continua arrastando a massa.

Reggae é resistência

O ritmo que nasceu lá na Jamaica e se expandiu pelo mundo, nesta noite de sábado de Micareta resolveu fazer morada no coração do Circuito Maneca Ferreira.

Com um naipe de sopro vigoroso e uma banda prá lá de gruvada, a Dissidência mostrou porque o Deus Criador jamais vai deixar morrer “A Bela Música”.

África, Yoyo!

Com 29 anos de participação na Micareta, o Afoxé Filhos da Luz saiu do Campo Limpo para louvar na avenida os orixás e render uma sublime homenagem a Iemanjá, a Senhora do Tempo Azul. Belo de se vê e lindo de se encantar, o Afoxé Filhos da Luz traz a força e a magia da Mãe África desfilando o orgulho de uma raça que luta, mas não esquece de cantar e ter alegria.Com o Balanço Gostoso, Jean Santana, Selva Branca e Edson Gomes, o clima esquentou de vez

Cheiro de Amor, Talitha, a força e a magia do Afoxé Filhos da Luz

“Vina Calmon! Vina Calmon!”, gritavam a plenos pulmões apaixonados tietes da cantora da banda Cheiro de Amor, assim que o possante trio se aproximou do camarote da Comunicação, que este ano homenageia o radialista Gildarte Ramos.

Mandando os sucessos que marcam a trajetória de uma das mais populares bandas da música baiana, desde a inesquecível Márcia Freire, Vina Calmon levou os foliões ao delírio.

Botando pra ferver

Talitha manteve o clima em alto astral ao engatar uma sequência frenética de músicas sempre bem-vindas na hora certa, como Chupa Toda, Pequena Eva, Arerê, Levada Louca, Bota pra Ferver e País Tropical.

Marizélia e os Coisinhas, com muito suingue  e  samba no pé também ofereceram ao público um belíssimo espetáculo. De folião pipoca à turma dos camarotes, todo mundo mexendo as cadeiras.

Oh, Mila!

Balanço Gostoso é samba, Jean Santana é pagode, Selva Branca é Chiclete, é axé nas quatro estações; Edson Gomes é gueto, é reggae, é o povão reinando soberano livre e solto na avenida. Neste caldeirão de ritmos, danças e cores, a Micareta de Feira reafirma a força da sua tradição.

Pagodão arrastou grande pipoca

O pagodão também tomou conta da Avenida Presidente Dutra na noite desse sábado. A banda No Styllo arrastou uma multidão ao redor do seu trio trazendo uma “swingueira” raiz, mostrando que, mesmo no final da festa, ainda não havia ninguém cansado no Maneca Ferreira.

Edson Gomes arrasta uma multidão na madrugada de domingo

Os foliões não perderam por esperar o show de Edson Gomes, um dos mais esperados pelos regueiros na noite de sábado. Na verdade, o cantor cruzou a avenida já na madrugada de domingo e arrastou uma multidão que lotou os dois lados do Circuito Maneca Ferreira, num grande arrastão popular.

Edson Gomes mais uma vez provou o porquê de ser considerado um dos grandes cantores e compositores de reggae do país. E as músicas saíram uma atrás da outra. Sem nenhuma cerimônia, a batida do reggae tomou conta da avenida e transformou a apresentação numa das mais prestigiadas do terceiro dia de Micareta.

E ao lado é à frente do trio onde se apresentou, as pessoas se espremeram em todo o percurso. E não apenas acompanharam, mas cantaram junto com Edson Gomes. O cantor de letras fortes e contundentes, várias vezes invocou Jah, Deus para os rastafáris.

Dono de sucessos que mexem com a galera regueira ou não, como “Malandrinha”, “Fogo na Babilônia”, “Acorde, levante e lute”, “Camelô”, entre tantos outros com os quais os fãs se identificam, o cantor disse que a inspiração para as músicas é retirada no dia a dia.

Ele também disse que um dos antídotos para a violência, cada vez mais crescente, é uma boa música. E no menos sinal de alteração entre os foliões, interrompia a apresentação e fazia um discurso em favor da paz.

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