Mediação Cultural do Vivadança contempla escolas, projetos sociais, e grupos artísticos de Salvador

Público do Vivadança Festival Internacional.
Público do Vivadança Festival Internacional.
Público do Vivadança Festival Internacional.
Público do Vivadança Festival Internacional.

O programa de mediação cultural do Vivadança Festival Internacional mobiliza estudantes, gestores e educadores de escolas estaduais e municipais da Bahia, ONGs, associações, universidades, projetos sociais, grupos artísticos e uma série de instituições públicas e privadas, localizadas na periferia e no Centro, além da região metropolitana de Salvador. Bairros populares como Cajazeiras, Calabar, Plataforma, Alto de Coutos, Cosme de Farias, Valéria e municípios como Esplanada, São Francisco do Conde, Camaçari e públicos de diversos outros lugares têm a oportunidade de ver espetáculos de grupos, artistas e companhais da Bahia, do Brasil e do mundo.

“O trabalho da mediação cultural, deve ser calcado na expectativa do Direito. A nossa ação reconhece a importância do exercício de uma cidadania cultural, mas para que isto ocorra as produções precisam cada vez mais desenvolver ações no âmbito do acesso físico e linguístico aos trabalhos artísticos”, compreende Poliana Bicalho, coordenadora da Mediação Cultural Vivadança.

A novidade este ano é que todo(a) educador(a) – mediante a apresentação de sua carteira funcional ou comprovante de atuação – terá acesso a um par de ingressos gratuitos em qualquer programação do festival, com exceção das sessões de Carmen (Balé Teatro Guaíra) e Partittuuur (I’M’ Company/Ivana Müller); o que é sujeito ao limite de 20 convites por apresentação, que estarão disponíveis até 30 minutos antes do início do espetáculo. O Vivadança reconhece o educador como um importante parceiro e indivíduo mobilizador.

“Cada educador é um parceiro. É também um multiplicador. Ele tem o compromisso de se tornar um mediador entre seus alunos e a arte. Há 12 anos mantemos esse programa vivo e intenso em diálogo com as diversas comunidades do nosso estado, reitera Cristina Castro, diretora geral e curadora do Vivadança Festival Internacional.

Ano passado os alunos do 6º e 7º anos da Escola Lídia Xavier de Oliveira, do povoado de Vila Morena (zona rural de Esplanada) viajaram mais de 150km para ver o espetáculo ‘O Crivo’, dirigido por João Paulo Gross (GO) e baseado na obra ‘Primeiras Estórias’, de Guimarães Rosa. Logo após participaram de um bate-papo e produziram atividades em sala de aula, a partir dessa experiência.

“Eu sempre fico procurando o que fazer de diferente com meus alunos. Pensando no Mês da Dança, eu organizei um projeto para que as turmas tivessem um conhecimento ampliado sobre o que é Dança, principalmente, a Dança Contemporânea. E aí eu fui até o site do Vivadança, liguei pra Produção, apresentei o projeto, falei da possibilidade de trazer os alunos e eles foram super solícitos”, relata a professora de Educação Física, Aurelice Marques.

O programa de formação de públicos tem como base a democratização do acesso ao teatro e à arte da dança. Citando como exemplo o ano de 2015, atingiu cerca de 4 mil pessoas de mais de 273 instituições. Nessa perspectiva, também desenvolveu o programa-piloto Vivadança na escola, de formação continuada, na Escola Municipal Amélia Rodrigues, no bairro do Tororó – em parceria com a Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico (CENAP), órgão da Secretaria Municipal da Educação e Cultura de Salvador (SMEC). No programa, os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar as etapas de montagem de um espetáculo de dança, participar de aulas e oficinas, fazer registros em vídeo e produzir textos que expressem o entendimento sobre a arte da Dança, além das experiências como espectador.

A equipe de mediação cultural ainda realiza agendamendos de instituições, para assistirem aos espetáculos voltados para os públicos jovem, adulto e idoso, nos horários das 18, 19 e 20 horas. As instituições e grupos interessados devem se cadastrar através do formulário eletrônico disponível no link: https://goo.gl/9rrMef, pelo site: www.festivalvivadanca.com.br, ou ainda solicitar informações do e-mail: [email protected]

O Vivadança Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções Artísticas.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)

Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

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