Matrizes do forró é debatida em Seminário na Assembleia Legislativa da Bahia

Seminário de Políticas Públicas em Defesa das Matrizes do Forró ocorreu na ALBA.
Seminário de Políticas Públicas em Defesa das Matrizes do Forró ocorreu na ALBA.
Seminário de Políticas Públicas em Defesa das Matrizes do Forró ocorreu na ALBA.
Seminário de Políticas Públicas em Defesa das Matrizes do Forró ocorreu na ALBA.

O forró, ritmo tradicionalmente nordestino, foi tema de debate no Seminário de Políticas Públicas em Defesa das Matrizes do Forró, realizado na tarde desta quinta-feira (19/04/2018), no Auditório Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A proposta do encontro foi idealizado pela deputada estadual Fátima Nunes Lula da Silva (PT), em parceria com os também deputados Bira Corôa Lula da Silva (PT), Aderbal Caldas (PP) e Zó (PCdoB), bem como a presidente do Colegiado baiano (que representa os artistas da categoria), Rozania Macedo. O objetivo do encontro foi debater o registro das matrizes no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Com a presença de muitos músicos, sanfoneiros, artistas, representantes da sociedade civil e do Poder Legislativo, o ambiente, que esteve caracterizado com sanfonas, pandeiros e bonecos caracterizados, foi tomado pela alegria das canções e das apresentações dos convidados. Para Fátima Nunes Lula da Silva, debater sobre o tema é valorizar ainda mais a contribuição e o reconhecimento da identidade nordestina. “O registro no Iphan, que é o objetivo desse debate, só trará o prestígio do gênero musical, destacando a importância dos envolvidos para a cultura nordestina, que deve ser preservada”, declarou a parlamentar.

O deputado Bira Corôa Lula da Silva também reconheceu a importância do forró para a cultura. “O forró é uma marca da identidade nordestina que avançou para todas as regiões do Brasil historicamente pela migração local em busca de trabalho. O forró é elemento fundamental daquilo que nos constituição nordestinos, por isso, precisa ser reconhecido e valorizado”, pontuou. “Sou nordestino, catingueiro autêntico, sertanejo, dançarino e admirador, fã do forró. Forró é nossa identidade, é a maior expressão do nordestino, é a nossa cara e, a aquele que desconhece suas origens, nega nossa própria razão. Temos o dever de defender o forró. Não vamos parar por aqui. Vamos intensificar essa luta para que o forró seja reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil e quem sabe do mundo”, falou Aderbal Caldas. Já o deputado Zó, salientou que o forró é uma convergência de ritmos nordestino. “O forró envolve o samba, o xaxado, o xote, baião, arrasta pé… Precisamos entender a importância desse ritmo. O poder público tem a função primordial de abraçar as causas do povo e não há uma causa mais popular que defender o forró. Por este motivo parabenizo os colegas por essa iniciativa”, concluiu.

Entre os convidados presentes estiveram o deputado estadual Zé Neto Lula da Silva; o deputado federal, Daniel Almeida; a senadora Lídice da Mata; o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Antonio Roberto Pellegrino Filho; o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial, Hermano Fabrício Oliveira Guanaes de Queiroz (representante do IPHAN Nacional); a coordenadora de Projetos Intersetoriais da Secretaria Estadual de Educação da Bahia, Nilde Nobre; os cantores Adelmário Coelho, Carlos Pita, Val Macambira, Trio Nordestino, Júlio César, Antônio José, Sandro Becker, Cicinho de Assis, Del Feliz, Vinni Brasil, Alex e Camargo, entre muitos outros.

Redação do Jornal Grande Bahia
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