Investimentos e diversidade de cargas impulsionam setor portuário privado na Bahia; com crescimento de 72%, Terminal de Cotegipe movimenta quase 5 milhões de toneladas

Vista aérea do Terminal Portuário de Cotegipe, em São Tomé de Paripe, noroeste da Ponta do Fernandinho, Baía do Aratu, Município de Salvador.
Vista aérea do Terminal Portuário de Cotegipe, em São Tomé de Paripe, noroeste da Ponta do Fernandinho, Baía do Aratu, Município de Salvador.
Vista aérea do Terminal Portuário de Cotegipe, em São Tomé de Paripe, Salvador.
Vista aérea do Terminal Portuário de Cotegipe, em São Tomé de Paripe, Salvador.

A Bahia, destacada por seu portfólio turístico no país, traz outra face e demonstra força econômica em investimentos privados no setor portuário nordestino. Em 2017, os Terminais de Uso Privado (TUPs) baianos tiveram crescimento entre 3,5% e 72%, em relação ao ano anterior. O levantamento feito pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) comprova a eficiência da aplicação dos recursos no setor, garantindo o atendimento da demanda para o transbordo de produtos e mercadorias pelos TUPs do estado.

Em comparação às outras regiões brasileiras, o Nordeste obteve o segundo melhor resultado. Em comparação a 2016, aumentou 11,5% a movimentação de cargas pelos portos privados. Na Bahia, com o maior crescimento registrado, destaca-se o Terminal Portuário de Cotegipe (TPC), com o aumento de 72%, quase 5 milhões de toneladas de granel sólido escoados – sendo a maioria composta por commodities agrícolas.

Segundo o presidente da ATP, Murillo Barbosa, os TUPs da região possuem diversidade de cargas, conferindo ao estado o potencial econômico para que o setor portuário se desenvolva. “Os grãos que saem da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) têm grandes volumes movimentados pelo Terminal de Cotegipe. Além deste, temos celulose, combustíveis e aços longos transportados, respectivamente, pelos terminais Marítimo de Belmonte (Veracel), de Madre de Deus (Transpetro) e da Gerdau”, explica Barbosa.

Investimentos

Para a expansão do setor portuário na Bahia, empresas aguardam a análise da administração publica para garantir a autorização de recursos para ampliação e melhorias de estruturas logísticas. No município de Candeias, as empresas Braskem S.A., para granéis líquido e gasoso, e Bahia Terminais S.A., para carga geral, somam mais de R$ 610 milhões de recursos sob a análise do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

No Polo de Camaçari, a Braskem obteve a autorização e pretende investir mais de R$ 160 milhões no Porto de Aratu, para adaptar o Terminal de Granéis Líquidos para que também receba etano, além de realizar a instalação de um queimador de gases e adequar a bacia de contenção do porto.

Acessos

Os portos privados da região apresentam dados quantitativos e qualitativos que corroboram a capacidade de escoamento da produção pelos terminais baianos. No entanto, precisam de vias de acesso, federal e estadual, para que as mercadorias cheguem aos terminais. Entre as prioridades para o setor, estão a construção do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) entre Caetité, na Bahia, e Figueirólos, em Tocantins, além da adequação de capacidade das rodovias BR-101 e BR-116. Para a última, também são esperadas as obras para finalização da ponte sobre o Rio São Francisco, na cidade baiana de Ibó, incluídas no Programa Avançar, do Governo Federal.

Setor portuário

Em nível federal, dados oficiais da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, demonstram que o sistema portuário brasileiro movimentou 1.086.777.409 toneladas em 2017, um crescimento de 9%, o que significa 89,4 milhões de toneladas a mais sobre a movimentação registrada em 2016. Em relação aos TUPs, no último ano, portos privados transportaram 721,6 Mt, o que corresponde a 66% da movimentação total do sistema portuário nacional.

“Além disso, a sociedade deve saber que 80% dos produtos que comercializamos com o mercado externo, a partir de importações e exportações, passam pelos terminais portuários em todo o Brasil. Este setor contribuiu sensivelmente com os números superavitários alcançados pela comercial brasileira ao fim de 2017. Com 18,5% a mais que em 2016, foram acumulados mais de 70 milhões de dólares, relativos ao comércio via marítima”, destacou Murillo Barbosa.

Vista aérea da zona portuária de Salvador.
Vista aérea da zona portuária de Salvador.
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