Fórum une SEPROMI Bahia e municípios no combate à desigualdade racial

Fórum de Gestores da Igualdade Racial ocorreu em Salvador.
Fórum de Gestores da Igualdade Racial ocorreu em Salvador.
Fórum de Gestores da Igualdade Racial ocorreu em Salvador.
Fórum de Gestores da Igualdade Racial ocorreu em Salvador.

A redução das desigualdades raciais e o combate ao racismo são discutidos por gestores municipais e representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), em fórum transmitido do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, nesta sexta-feira (20/04/2018). As principais pautas são a análise conjunta do planejamento de ações afirmativas, questões referentes às políticas para os povos e comunidades tradicionais nos territórios, entre outras.

Segundo a secretária da Sepromi, Fabya Reis, o Fórum de Gestores Municipais de Promoção da Igualdade Racial é um espaço de formação que integra o Sistema de Igualdade Racial, juntamente com o Conselho para Gestores de Comunidades Negras, a Rede de Combate ao Racismo e a Comissão dos Povos Tradicionais.

“O objetivo é promover o diálogo entre os municípios que possuem órgãos de promoção da igualdade racial e também pensar no processo de formação desses gestores, possibilitando o acesso a recursos dos governos federal e estadual. Essa ação possibilita que estudantes, professores e gestores nos acompanhem pela videoconferência”, explicou Fabya.

Segundo a secretária, a Sepromi tem se dedicado a ciclos de debates para que as políticas públicas voltadas à redução das desigualdades raciais cheguem aos 417 municípios baianos. “Hoje, mais de 120 gestores participam do fórum e possibilitam essa ação transversal. Como resultados práticos, nós temos a consolidação do nosso sistema, a partir da promulgação do Estatuto, em 2014. Estamos vendo cada vez mais os municípios se interessando. Agora mesmo, temos o combate por meio do Centro de Referência Nelson Mandela e também a nossa unidade móvel”.

Ações no interior

Os resultados práticos chegaram, por exemplo, a Juazeiro, onde Luana Rodrigues é diretora de diversidade. “Eu integro o fórum representando o município desde 2013. É um espaço forte, norteador das políticas públicas. O impacto disso para o município é o fortalecimento da identidade racial e das políticas de raça”, destacou.

De acordo com Luana, mais de 70% da população de Juazeiro é negra. “Temos quilombos, mais de 200 terreiros e uma comunidade certificada, mas temos ainda mais 17 que precisam ser reconhecidas nesse processo de autodeclaração. É um trabalho árduo e que tem que continuar”.

A diretora do Departamento de Promoção da Igualdade da Secretaria de Direitos Humanos de São Francisco do Conde, Alva Célia, ressaltou a necessidade de políticas públicas no município, que tem grande presença de quilombolas, pescadores, marisqueiras, manifestações culturais e comunidades tradicionais.

“Estamos aprendendo a construir políticas públicas para reduzir o preconceito, a discriminação e a intolerância religiosa. Já desenvolvemos várias políticas públicas e ações. Entre elas, criamos a Caravana da Reparação, para levar aos distritos os Diálogos Formativos e reduzir a intolerância e o racismo”, afirmou Alva.

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