Feira de Santana: Temáticas sociais e educativas são destaque na programação do Festival Teatro Vai aos Bairros

Cena do espetáculo 'Cadê Minha Infância'.
Cena do espetáculo 'Cadê Minha Infância'.

Com espetáculos teatrais baseados em clássicos da literatura como Dom Quixote de la Mancha, de Miguel Cervantes, e A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa, a 18ª edição do Festival Teatro Vai aos Bairros também teve em sua programação peças criadas a partir de problemáticas sociais, como o espetáculo Cadê Minha Infância, da Cia. Cuca de Teatro, que colocou, no palco montado na Praça da Matriz, no Distrito de Maria Quitéria, problemáticas como abuso sexual e trabalho infantil.

“O Teatro sempre é formativo, como toda expressão artística. Dificilmente assuntos como estes são abordados em praça pública. Eu considero esse momento mágico porque nós, enquanto artistas, temos uma grande oportunidade de mostrar que essa realidade existe em cada canto, e talvez mais próximo do que a gente imagina”, disse Elizete Destéffani, atriz que deu vida a personagem Clara, protagonista da peça.

O Festival, além de valorizar a produção teatral no município de Feira de Santana, incentiva a formação de platéia através desta aproximação com públicos que não têm constante acesso ao teatro. “É para dar oportunidade para os distritos e bairros periféricos de se aproximarem do teatro. As pessoas ficam encantadas com as apresentações”, afirma a idealizadora do projeto e chefe da Divisão de Artes Cênicas, Música e Áudio Visual da Fundação Egberto Costa, Luluda Barreto.

Os professores do Programa de Educação de Jovens e Adultos – EJA, da Escola Municipal Dr. Francisco Martins da Silva, ao saberem do evento, levaram os alunos para a praça e realizaram uma aula diferente. “É para trazer algo novo para os alunos. O aprendizado também acontece em espaços como esse. Nossa turma também é formada por pais e avós e que precisam conhecer e se atentarem para os direitos da criança e do adolescente”, explicou o professor Jonival Lopes.

Maria das Graças Gomes, tem 60 anos. E após 20 anos sem estudar, hoje é aluna do EJA. Para ela, estar na platéia foi tão bom que foi difícil diferenciar aula e espetáculo. “Eu gostei porque incentiva a gente a cuidar das crianças com amor. Aqui é igual a estar na escola, a diferença é que a gente apreciou a aula com o público todo.”, disse.

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