Feira de Santana: idosos do Centro de Convivência Dona Zazinha Cerqueira mostram que não tem idade para cair na folia

Baile de máscaras no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira, em Feira de Santana.
Baile de máscaras no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira, em Feira de Santana.
Baile de máscaras no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira, em Feira de Santana.
Baile de máscaras no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira, em Feira de Santana.

O riso frouxo, o molejo no corpo e a irreverência de quem traz a jovialidade de dentro pra fora. Em clima de festa, os idosos do Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira participaram de um baile de máscara. A prévia micaretesca ocorreu na manhã desta terça-feira (17/04/2018).

Segurando uma plaquinha com a frase “Estado civil: em busca de um milagre”, Regina Tranzilo, diante dos seus 72 anos, brincava que está “à procura de um amor”.

Vestida de ‘melindrosa’, Eloíza Machado, 79, distribuía um largo sorriso dos lábios vermelhos. Cantarolando as antigas marchinhas carnavalescas, a aposentada demonstrava a disposição de uma jovem senhora. “Para minha felicidade estou aqui, onde esqueço os problemas de saúde. Não há coisa melhor que está reunido com tanta gente alegre, disposta e de bem com a vida”, comentou dona Eloíza.

E como é ano de Copa do Mundo, Maria das Graças Ferreira, 70, prestou uma homenagem ao Brasil, vestida com as cores verde, amarelo e azul. “Isso aqui é minha vida e não há espaço para tristeza. Somos uma família”.

No meio da roda, ensaiando alguns passinhos, seu Antônio Carlos da Silva, 85, viúvo, disse que “Carnaval é a melhor coisa do mundo” e que “encontra em Deus” a disposição para viver. “Cheguei no Dona Zazinha, há dois anos, com muitos problemas de saúde. Hoje, nem me reconheço. Sou muito mais feliz”, revelou.

Enquanto isso, os idosos dançavam, riam, distribuíam simpatia. Tinham na ponta da língua, o repertório marcado por ‘Maria Sapatão’, ‘Cabeleira do Zezé’, ‘Mamãe eu Quero’, ‘Aurora’, entre tantas outras canções.A coordenadora do Centro de Convivência, Tilda Brasileiro, caiu na dança com a turma da terceira idade. Vestida de cigana, observou a integração dos participantes, ressaltando a melhoria da qualidade de vida de cada um deles.

“Valorizamos o ser humano e buscamos sempre promover a autoestima, pois entendemos que cada um dos idosos tem um contexto de vida diferente, cada um tem a sua história”, afirmou acrescentado que no equipamento, os idosos participam de atividades e têm o acompanhamento com psicólogo, assistente social, orientador e educador. “Me sito gratificada com os resultados alcançados”.

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