Eleições 2018: Bruno Covas assume prefeitura de São Paulo e demite secretários nomeados por João Dória

Bruno Covas Lopes é um advogado, economista e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, exerce o mandato de prefeito da cidade de São Paulo desde 6 de abril de 2018.Bruno Covas Lopes é um advogado, economista e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, exerce o mandato de prefeito da cidade de São Paulo desde 6 de abril de 2018.
Bruno Covas Lopes abraça João Dória, durante ato de renúncia de Dória à prefeitura de São Paulo.

Bruno Covas Lopes abraça João Dória, durante ato de renúncia de Dória à prefeitura de São Paulo.

Bruno Covas Lopes é um advogado, economista e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, exerce o mandato de prefeito da cidade de São Paulo desde 6 de abril de 2018.

Bruno Covas Lopes é um advogado, economista e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, exerce o mandato de prefeito da cidade de São Paulo desde 6 de abril de 2018.

Em primeiro pronunciamento como prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB) disse hoje (09/04/2014) que dará continuidade ao plano de governo do antecessor, João Doria, que deixou o cargo sexta-feira (06) para disputar as eleições de outubro. Covas ressaltou que privatizações e concessões continuarão a ser metas da nova administração.

“Aqui na prefeitura tivemos uma mudança de piloto, mas o rumo, a direção, a rota continuam os mesmos. Portanto, perseguiremos tudo aquilo que foi pactuado com a população nas eleições de 2016, e repactuado com seus delegados, com seus representantes, os vereadores de São Paulo, no plano de metas 2017-2020”, disse o novo prefeito.

Além das privatizações, Bruno Covas destacou como prioridades a criação de 85 mil vagas em creches e a elevação da cidade ao topo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as capitais. Ele informou também que retomará as obras paradas dos centros educacionais unificados (CEUs), reformará 28 centros desportivos e prosseguirá com as obras de unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e básicas de saúde (UBS).

Covas destacou ainda que pretende ampliar a rede de wi-fi (sem fio) na cidade e contratar mais equipes de saúde da família.

Diferentemente de Doria, que se apresentava como um gestor, Covas disse que é um político, mas ressalvou que sua administração irá se afastar de disputas eleitorais.

“Nunca escondi de ninguém que sou um político. Aristóteles já dizia que o homem é um ser político. Acredito que as transformações sociais, que tanto desejamos, devem ser travadas na arena da política”, afirmou. “Todos sabem que eu tenho lado, mas esta administração não será contaminada por questões eleitorais e exigirá a mesma contrapartida dos outros entes da Federação”, acrescentou.

O mandato de Bruno Covas terá 33 meses, mais que o dobro dos 15 meses em que Doria esteve à frente da prefeitura.

Mudança nos principais cargos da Prefeitura de São Paulo

Chefe de gabinete: sai Wilson Pedroso e entra Sérgio Avelleda. Wilson Pedroso acompanhou João Doria em sua campanha e o agora ex-secretario municipal de Mobilidade e Transportes Sérgio Avelleda aceitou o convite de Bruno Covas para ser seu “braço direito”, conforme palavras do próprio prefeito.

Secretaria de Mobilidade e Transportes: sai Sérgio Avelleda, entra João Octaviano Machado Neto. Com a ida de Avelleda para a chefia de gabinete, João Otaviano deixa a presidência da CET para assumir o cargo, que havia ficado vago.

CET: sai João Octaviano, entra Milton Persoli. Com a ida de João Octaviano Machado Neto para a Secretaria de Mobilidade e Transportes, o novo presidente da CET é Milton Persoli, engenheiro e funcionário de carreira da Prefeitura desde 1978. Era secretário adjunto das Pefeituras Regionais

Secretaria das Prefeituras Regionais: sai Claudio Carvalho e entra Marcos Penido. Claudio Carvalho deixou o cargo para participar da campanha de João Doria nas eleições para governador e quem assume a pasta é Marcos Penido, que deixa a Secretaria de Serviços e Obras.

Secretaria de Serviços e Obras (que passa a ser Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras): sai Marcos Penido, entra Vitor Aly. Com a ida de Penido para a Secretária das Prefeituras Regionais, o engenheiro Victor Aly, que ocupava a presidência da SP Obras e foi assessor especial de Mário Covas quando governador, assume a pasta, que volta a ser chamada Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb).

SP Obras: sai Victor Aly, entra Maurício Brun Bucker. Com a vaga deixada por Aly, a presidência da SP Obras será ocupada por Bucker. Entre outras funções, foi responsável por obras como a Ponte Estaiada, túneis Eusébio Matoso e Cidade Jardim, Autódromo de Interlagos e linhas do Metrô.

Secretaria da Justiça: sai Anderson Pomini, entra Rubens Rizek Jr. De acordo com Covas, Anderson Pomini pediu para ajudar Doria em sua campanha para governador. Dessa forma, Rubens Rizek Jr assumirá a chefia da pasta e deixa o cargo de secretário estadual da Agricultura e Abastecimento.

Secretaria da Casa Civil: sai Bruno Covas, entra Eduardo Tuma. Para a Casa Civil, pasta que era comandada pelo próprio Bruno Covas quando era vice-prefeito, assume o vereador Eduardo Tuma (PSDB), que era vice-presidente da Câmara Municipal. Tuma fica com a pasta de articulação política com os governos federal e estadual.

Primeiro discurso

Ao contrário de Doria, Covas fez questão de ressaltar que é político, e não gestor, em seu primeiro discurso. Em seu pronunciamento, Covas elogiou o trabalho do ex-prefeito, citando alguns projetos, e disse que a meta de sua gestão será privatizar e conceder os equipamentos e serviços públicos.

Além disso, afirmou que irá continuar as obras dos Centros de Educação Unificada (CEUs), criar vagas em creches, finalizar as obras do Hospital da Brasilândia e inaugurar sete UBSs, entre outras promessas.

Ao término do discurso, Bruno citou seu avô Mário Covas, que assumiu a Prefeitura de São Paulo em 1983.

*Com informações do G1 e Agência Brasil.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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