Atividade criminosa no âmbito da PGR e da força-tarefa do Caso Lava Jato é criticada por Gilmar Mendes; ministro defende fim dos dois meses de férias para magistrados

Ministro Gilmar Mendes fundamenta veemente crítica a força-tarefa do Caso Lava Jato, apontando violações de direitos civis. Em síntese, o ministro alerta para atividade fascista de agentes políticos do Estado.
Ministro Gilmar Mendes fundamenta veemente crítica a força-tarefa do Caso Lava Jato, apontando violações de direitos civis. Em síntese, o ministro alerta para atividade fascista de agentes políticos do Estado.
Ministro Gilmar Mendes fundamenta veemente crítica atuação da força-tarefa do Caso Lava Jato, apontando violações de direitos civis. Em síntese, o ministro alerta para atividade fascista de agentes políticos do Estado.
Ministro Gilmar Mendes fundamenta veemente crítica a força-tarefa do Caso Lava Jato, apontando violações de direitos civis. Em síntese, o ministro alerta para atividade fascista de agentes políticos do Estado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acentuou crítica à Procuradoria-geral da República (PGR) durante a gestão de Rodrigo Janot e, contra métodos ilegais de persecução criminal adotado por agentes políticos do Estado no âmbito da força-tarefa do Caso Lava Jato. A avaliação do ministro ocorreu na quinta-feira (12/04/2018) durante sessão plenária da Corte de Justiça.

Dentre os casos citados como abusivos, por Gilmar Mendes, estão as escutas clandestinas e abusos de prisões provisórias, com a finalidade de obter delação premiada.

“O uso de prisões para conseguir delações premiadas pode encontrar guarida no texto constitucional de Curitiba. Mas, não encontra guarida no texto constitucional brasileiro. Isso é tortura”, afirmou Gilmar Mendes em crítica à atuação do juiz federal Sérgio Moro, prosseguindo, “o método viola o texto constitucional e equivale a tortura”.

Indignado com o abuso dos agentes políticos do Estado, Gilmar Mendes reafirmou que “não se pode permitir a prisão provisória como forma de obter delação premiada, para satisfazer perversão pessoal. Isso é tortura. Isso tem que ser repudiado”.

Gilmar Mendes afirmou, também que “as prisões provisórias prolongadas de primeiro grau é o retorno do uso das masmorras para obter delações. Isto tem que ser anulado”.

Observa-se que Gilmar Mendes fundamenta veemente crítica a atuação da força-tarefa do Caso Lava Jato, apontando violações de direitos civis. Em síntese, o ministro alerta para atividade fascista de agentes políticos do Estado.

Férias de magistrados

Além do Caso Lava Jato, foi abordada a atuação da magistratura e a dificuldade em gerir o Poder Judiciário. O ministro defende o fim dos dois meses de férias para magistrados e promotores. “É impossível se administrar uma instituição onde as pessoas têm dois meses de férias”, inferiu Gilmar Mendes.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).