TJBA: 1ª Vara da Infância e Juventude de Salvador promove adoção de menores portadores de necessidades especiais

1ª Vara da Infância e Juventude Promove Adoção de Menores Portadores de Necessidades Especiais.
1ª Vara da Infância e Juventude Promove Adoção de Menores Portadores de Necessidades Especiais.
1ª Vara da Infância e Juventude Promove Adoção de Menores Portadores de Necessidades Especiais.
1ª Vara da Infância e Juventude Promove Adoção de Menores Portadores de Necessidades Especiais.

Na manhã de quinta-feira (22/03/2018), 44 crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais da casa de acolhimento Lar Vida foram palco das audiências concentradas da 1ª Vara da Infância e Juventude de Salvador.

“As audiências concentradas buscam assegurar o direito que essas crianças têm aos serviços que lhe garantem uma qualidade de vida, como saúde e educação e, claro, quando estão aptas para adoção, indicamos para os candidatos”, contou o Juiz Walter Ribeiro, Titular da unidade.

Participam das audiências todos os atores que participal da rede de proteção integral da criança e do adolescente – Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e equipe técnica composta por Assistentes Sociais e Psicólogos.

A 1ª Vara da Infância e Juventude promove ações entre as famílias habilitadas e os menores com o objetivo de quebrar o preconceito que permeia muitos que se inscreverem no Cadastro Nacional de Adoção. “Realizamos cursos para os candidatos e encontros lúdicos entre eles e as crianças e adolescentes, é assim que o amor vai se formando e os vínculos se estabelecendo”, destaca o Juiz.

Alguns casos marcam a vida do Juiz Walter Ribeiro, que trabalha há 21 anos na área da infância e juventude. Ele conta sobre dois moradores do Lar Vida. “Cheguei na casa de acolhimento e vi uma menina, que aparenta ter 12 anos, mas tem 19, com o cérebro exposto na testa. Porém isso não me causou estranheza, mas me despertou uma avaliação sobre a chamada ‘condição perfeita’ e o estado vegetativo de outros”, ressalta o Magistrado.

“Um garoto com necessidades especiais, também do Lar Vida, aparentemente tem uma aparência diferenciada. Tem as mãos fechadas e, apenas, uma única unha. Entretanto, esse menino afirma para todos que ele se acha lindo. Isso me faz pensar: o que realmente é belo? Recordo-me de um momento em que o vi em atividade lúdica de música, ele dançava com tanta felicidade que chegava a delirar”, relembra.

Quero adotar – Os interessados na adoção devem se cadastrar na 1ª Vara da Infância e Juventude. É preciso comprovar renda, passar por um atendimento com a equipe técnica da unidade e, então, participar do curso obrigatório. Para saber sobre os documentos necessários, é só ligar para (71) 3203-9337.

Para o Juiz Walter, o preconceito ainda existe na sociedade por isso, ao querer adotar, é importante a desconstrução de algumas ideias. “Quando a pessoa gera um filho biológico ela não tem o poder de escolher se ele vai nascer com alguma doença crônica ou algo do tipo e, se acontecer, isso não lhe trará mais ou menos felicidade. Com um filho adotado, é a mesma coisa. Ele já existe em algum lugar, abra sua mente para as possibilidades”, reforça.

Redação do Jornal Grande Bahia
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