Secretário de Segurança do Rio de Janeiro diz que morte de Marielle Franco pode estar ligada com atuação política

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Marielle Francisco da Silva (Marielle Franco) é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora do Município do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, foi, também, presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. No dia 14 março de 2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando, também, o motorista Anderson Pedro Gomes.
Marielle Francisco da Silva (Marielle Franco) é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora do Município do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, foi, também, presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. No dia 14 março de 2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando, também, o motorista Anderson Pedro Gomes.
Marielle Francisco da Silva (Marielle Franco) é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora do Município do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, foi, também, presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. No dia 14 março de 2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando, também, o motorista Anderson Pedro Gomes.
Marielle Francisco da Silva (Marielle Franco) é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora do Município do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, foi, também, presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal. No dia 14 março de 2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava. 13 Tiros atingiram o veículo, matando, também, o motorista Anderson Pedro Gomes.

O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, disse que o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes tem indícios de ligação com a atuação política da parlamentar. Nunes deu a declaração durante programa de entrevista ao vivo do canal Globo News, na tarde desta quinta-feira (29/03/2018). Ele descartou algumas linhas de investigação, como problemas pessoais.

“Não há dúvida de que a atuação política dela, o que ela representa politicamente não só no momento, mas até projeção de futuro, que ela poderia representar, indica que a gente tem que ter um olhar mais acurado nessa direção. Isso é inegável. Outros tipos de ligações, de área pessoal, estamos descartando. A questão de relacionamento com assessores, de demissões, não foi nada disso. Não houve demissões, houve remanejamento interno. Soubemos disso por meio dos depoimentos”, disse o general.

Nunes informou que o inquérito já tem 300 páginas e que foram ouvidas mais de 30 pessoas. Hoje, serão coletados mais cinco depoimentos.

O secretário informou que a investigação está cruzando dados dos números telefônicos celulares na área da Lapa, onde Marielle foi perseguida pelos criminosos, com os números captados por outras antenas de celular ao longo do trajeto, até o local da execução, no bairro do Estácio: “É um trabalho demorado, de ter que rastrear todas aquelas linhas que estavam naquela área. É um trabalho de força-tarefa, mas está caminhando bem”.

De acordo com ele, já se sabe que mais de indíviduo participou do crime. E afirmou estar “otimista” e que a polícia está chegando cada vez mais perto.

O secretário comentou sobre a velocidade e o sigilo das investigações, necessários, segundo ele, para que as provas produzidas não sejam posteriormente anuladas.

“Estamos fazendo o correto e com a celeridade que caracteriza a importância atribuída à investigação, porém sem precipitação. Precipitar-se é extremamente perigoso, porque depois as provas produzidas podem ser contestadas. E mesmo que a gente chegue à identificação dos culpados, isso pode não redundar na condenação que esperamos”, disse Nunes.

Marielle e Anderson foram mortos, na noite do dia 14, na Rua João Paulo I, no Estácio. Dois carros participaram do crime e o veículo onde estavam as vítimas foi atingido por 13 tiros.

Em evento com governador Fernando Pezão, viúva de Marielle cobra conclusão de investigações

Durante a reabertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, que a partir de hoje terá o nome da vereadora assassinada Marielle Franco, a viúva da vereadora, Mônica Tereza Benício, cobrou do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a conclusão das investigações sobre a morte da parlamentar, que completa 15 dias hoje.

“Seu governador, desculpe, mas há sangue nas suas mãos e nas mãos de todos que estão aqui, enquanto o caso da Marielle não for resolvido”, disse Mônica ao lembrar que Marielle lutava por causas importantes que continuarão a ser defendidas. “Tentaram matar uma mulher e ressuscitaram uma esperança. Marielle vive e vai continuar lutando pelas bandeiras que acreditava”.

Presente no evento, o governador Luiz Fernando Pezão recebeu vaias ao subir ao palco e, ao final da cerimônia de reabertura da biblioteca, comentou a declaração de Mônica e as vaias. “Vejo com naturalidade. Eu não matei ninguém. Não atiro em ninguém”, disse.

Pezão assegurou que as investigações sobre o crime estão sendo conduzidas com muito rigor e por profissionais capacitados: “O Rivaldo [Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio] é um extraordinário policial que vem dessa área de investigação. Está com diversas equipes. Não está faltando a integração com a inteligência das Forças Armadas, da Abin, de todos os órgãos. Tenho certeza que ele vai elucidar. Agora, este é um trabalho da polícia. Deixa a polícia trabalhar. Eles não podem falar sobre o andamento das investigações para não prejudicar. Eles estão trabalhando arduamente 24 horas por dia. Qualquer informação que a gente der é muito ruim. Pode atrapalhar a investigação”, apontou.

Biblioteca

Por causa da crise financeira do estado do Rio, a biblioteca-parque estava fechada desde dezembro de 2016. A sugestão de dar o nome da vereadora ao espaço, que segundo o governo do estado, foi aceita pela família dela, partiu da Secretaria de Estado de Cultura. A intenção é homenagear a trajetória de Marielle, “que lutou em defesa dos direitos humanos e viveu no Complexo da Maré, comunidade com problemas semelhantes aos de Manguinhos”.

Para Pezão, dar o nome de Marielle Franco à biblioteca é uma forma de perpetuar em uma comunidade pobre como a da Maré, onde a vereadora cresceu, o combate à violência. “Mostrar que em todas essas comunidades, todos esses locais, a gente vai combater a violência através da educação, da cultura. (…) Ter este nome aqui tem este simbolismo, da resistência, da luta e pela igualdade entre as pessoas.”

A companheira de Marielle elogiou a reabertura do local, mas ponderou que é obrigação do Estado oferecer serviços deste tipo nas comunidades. “Esse projeto é importante que aconteça, mas não é nada menos do que obrigação do Estado que este tipo de serviço seja mantido e feito às nossas crianças faveladas, aos negros, às negras, porque essas eram as bandeiras de Marielle”, afirmou.

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