Projeto conta a história da capoeira no Bairro Dois de Julho em Salvador

Cartaz do projeto 'Vadiando no Dois de Julho'.
Cartaz do projeto 'Vadiando no Dois de Julho'.
Cartaz do projeto 'Vadiando no Dois de Julho'.
Cartaz do projeto ‘Vadiando no Dois de Julho’.

O projeto Vadiando começou as suas atividades no bairro do Dois de Julho, Centro de Salvador, no dia 5 de dezembro. O Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO), pertencente à Universidade Federal da Bahia, recebeu o evento gratuito, que trouxe como mote, o imaginário simbólico da capoeira no bairro, os mestres que ali viveram e vivem, as rodas de capoeira e as curiosidades em torno dessa cultura popular. E, seguindo a definição do termo ‘vadiar’, dentro da capoeira, que significa jogar por lazer, descontrair, interagir com os camaradas, o projeto contará a história do Bairro do Dois de Julho, através do contexto simbólico da capoeira, lembrando os mestres que ali viveram, as rodas e curiosidades sobre esta temática.

No evento inaugural, em dezembro, aconteceram palestras sobre ‘A capoeira como instrumento de desenvolvimento local’, ministrada pelo coordenador, Luís Alencar; ‘Políticas Públicas para a Capoeira’, ministrada por Magnair Barbosa, gerente de Patrimônio Cultural da Fundação Gregório de Mattos (FGM); ‘Capoeira e Tecnologia’, com o contramestre Veru Filho, criador do aplicativo ‘Iê Capoeira’; além de intervenções com músicas afro-brasileiras e a leitura de poesias.

Com patrocínio da FGM, apoio do Centro de Estudos Afro Orientais – CEAO/UFBA, e do comércio local, após três meses de projeto, com oficinas regulares às segundas, quartas e sextas, as aulas serão finalizadas nesta sexta-feira (23/03/2018). O projeto ofereceu oficina de ‘Capoeira – Educação’, ministrada pelo contramestre Veru Filho, e ‘Educação Artística’, ministrada pela capoeirista e arte educadora Nildes Sena, que teve a finalidade de contar a história do bairro do Dois de Julho, tendo como mote o imaginário simbólico da capoeira no lugar.

Com todo o material produzido durante as aulas, o público atendido no projeto – um grupo crianças e jovens da comunidade – irá apresentar o resultado final de toda a aprendizagem. Entre os dias 26 e 28 de março, sempre a partir das 18 horas, na Casa do Benin, acontecerá uma grande mostra artística envolvendo todos esses alunos e a comunidade, fazendo parte, inclusive, da programação cultural do aniversário de Salvador.

Na abertura da mostra artística, haverá evento solene para gestores públicos, mestres de capoeira e pesquisadores da cultura popular, quando será lançada a Cartilha Digital, que contará a história da capoeira no Bairro do Dois de Julho. Essa cartilha é resultado de uma pesquisa realizada pelo Contramestre Sem Terra, cientista social e etnógrafo. Além disso, a programação dos demais dias envolverá a exibição de uma projeção audiovisual, mostrando entrevistas com mestres de capoeira que atuam no Dois de Julho e equipe do projeto; e um espetáculo cênico, onde alunos do projeto atuarão.

Sobre a Associação

A Associação Cultural Arte Baiana Capoeira foi criada no ano de 1989, pelo Mestre Malícia, na cidade de Belmonte, no interior da Bahia, onde até hoje está localizada a sede do grupo. Muitos alunos passaram pela associação, mas no ano de 1992, Veru Filho iniciou seus estudos com o Mestre Malícia, e chegou para levar adiante o nome da instituição. Por conta dos estudos, Veru Filho, veio morar em Salvador, e começou a treinar com o Mestre Alabama. Alguns anos se passaram, e em 2014, Veru inicia em Salvador, um trabalho com a Associação Cultural Arte Baiana Capoeira, na comunidade da Vila Brandão e no Dois de Julho. Com a finalidade de fomentar o empreendedorismo social na capoeira, Veru Filho, que além de contramestre é educador físico, vem buscando aumentar o reconhecimento da capoeira na sociedade, potencializar a geração de recursos para os grupos de capoeira e, por fim, a inclusão produtiva de indivíduos e grupos sociais que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Agenda

Data: 26 a 28 de março de 2018, a partir das 18 horas

Local: Casa do Benin – Baixa dos Sapateiros, 7 – Pelourinho – Salvador

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