Presidente do PSB diz que Michel Temer formou “quase uma quadrilha” no governo federal; legenda defende lutas sociais em convergência com a causa socialista

Carlos Siqueira: Temer formou o pior governo da história do Brasil. Ele não montou um governo, montou quase uma quadrilha.
Carlos Siqueira: Temer formou o pior governo da história do Brasil. Ele não montou um governo, montou quase uma quadrilha.

 

Carlos Siqueira: Temer formou o pior governo da história do Brasil. Ele não montou um governo, montou quase uma quadrilha.
Carlos Siqueira: Temer formou o pior governo da história do Brasil. Ele não montou um governo, montou quase uma quadrilha.

Ao dar início a atividade partidária, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira saudou as mais de 700 pessoas presentes no congresso nacional da legenda, promovido nesta quinta-feira (01/03/2018), em Brasília e expressou alegria pelo crescimento dos segmentos organizados do PSB, em número e em formação. “Isto é a afirmação da capacidade de organização popular do nosso partido e do nosso crescimento com união. Sem vocês, militantes dos segmentos, o partido não teria o mesmo entusiasmo, vigor e não conquistaria tantos espaços quanto tem conquistado na sociedade brasileira”, declarou.

Com críticas ao governo do presidente Michel Temer (PMDB/SP), Carlos Siqueira declarou que “Temer formou o pior governo da história do Brasil. Ele não montou um governo, montou quase uma quadrilha”.

Na sequência, Carlos Siqueira afirmou que o partido “convidou” os deputados pró-Temer a saírem da legenda por não concordar com o atual governo “conservador” e “de retrocessos”. Ele também fez críticas à reforma da Previdência e comemorou o fato de ela não ter sido aprovada.

O congresso do partido demarca o regresso do PSB ao campo da esquerda. Um dos homenageados foi o americano Noam Chomsky, apresentado intelectual crítico ao sistema capitalista.

O presidente do PSB também negou que o partido esteja dividido. Sem a figura de Eduardo Campos, morto em 2014, o PSB ainda não decidiu quem vai apoiar na corrida pela Presidência.

Segundo Carlos Siqueira, para se fazer mudanças estruturais no Brasil são necessários, por exemplo: uma maioria no parlamento, um presidente da República que goste do povo e do país e, mais importante do que tudo, a presença significativa, organizada e consciente da sociedade representada pelos segmentos.

“Para um partido socialista como o nosso que acredita, deseja e pretende fazer mudanças estruturais no Brasil, isso é essencial. Em todos esses setores, o PSB tem que se fazer presente, respeitando sempre a autonomia e a diversidade dos movimentos sociais”, defendeu.

O presidente afirmou que o PSB defende um desenvolvimento inclusivo, emancipatório e capaz de tirar parcela significativa da população da marginalização, além de promover progressos político, social e econômico no país. “Os partidos não existem como um fim em si mesmo. Existem para responder aos desafios de desenvolver nosso país”, disse.

Para ele, os segmentos precisam ter autonomia perante qualquer governo. “Temos que politizar os movimentos, não partidarizar”, resumiu.

Outros posicionamentos

No período da tarde, os delegados de cada segmento discutiram suas teses e votaram para eleger as novas direções dos próximos três anos. Carlos Siqueira defendeu na abertura dos congressos que os movimentos sociais do PSB precisam se unir, se solidarizar e conhecer os pensamentos uns dos outros. “Nossos segmentos não são estanques e precisam estar solidariamente unidos, pois a luta é de todos”, ressaltou.

Beto Albuquerque também destacou a importância da luta popular de cada um dos seis segmentos do PSB. Para ele, os partidos só conseguirão se tornar alternativa de poder no Brasil se tiverem movimentos organizados e fortes. “É na luta de vocês que buscamos inspiração, convicção, propostas para um programa de governo”, disse.

Para Casagrande, os movimentos sociais são a energia do PSB. “O partido avançou pela base e na base. O trabalho que os segmentos fazem em cada canto do país fortalece o nosso partido. E compreendam que é essa ação que está tocando o PSB pra frente na defesa do nosso projeto nacional.”

Oito integrantes do núcleo de mulheres da Coordenação Socialista Latino-Americana (CSL) e representantes de partidos progressistas também participaram da solenidade. Entre elas, estavam Estela Molero (Argentina), Shady Ruiz Diaz Medina (Paraguai), Carmen Anastasia Suárez (Uruguai), Benilda Santana (Panamá), Gladys Fernandéz (Peru), Gahela Contreras (Peru) e Susana Delgado (Equador).

A secretária nacional de mulheres, Dora Pires, explicou que cada segmento do PSB constrói individualmente suas pautas e defende suas bandeiras, mas todos convergem no caminho em defesa do socialismo, da democracia e do bem-estar da população. Para a secretária Valneide (NSB), os movimentos são os “verdadeiros alicerces” do PSB.

Já a secretária nacional do MPS, Maria de Jesus, afirmou que um dos desafios dos movimentos sociais é convencer a sociedade a gostar, debater e entender política.

Otávio Oliveira ressaltou que fazem parte do crescimento e da democracia as discussões dentro de cada segmento, pois a unanimidade nem sempre é possível. “No movimento LGBT, continuamos na luta por um país mais justo e igualitário, onde o respeito à diversidade humana seja realidade”, disse

Para o secretário Tony Sechi, é preciso que os gestores estaduais e municipais compreendam a importância da criação e consolidação dos segmentos em todos os diretórios. O secretário Joilson Cardoso destacou que o movimento sindical continuará na luta contra a as propostas do atual governo federal que tiram direitos dos trabalhadores.

Presenças

O evento do PSB ocorreu no auditório do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, e contou com delegados socialistas da legenda, vice-presidente de relações governamentais do partido, Beto Albuquerque, secretário-geral do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), Renato Casagrande, os deputados Alessandro Molon (RJ), Danilo Cabral (PR) e Janete Capiberibe (AP).

Os secretários nacionais Dora Pires (Secretaria Nacional de Mulheres – SNM), Maria de Jesus Matos (Movimento Popular Socialista – MPS), Valneide Nascimento (Negritude Socialista Brasileira – NSB), Otávio Oliveira (Movimento LGBT Socialista), Joilson Cardoso (Sindicalismo Socialista Brasileiro – SSB) e Tony Sechi (Juventude Socialista Brasileira – JSB) também compuseram a mesa.

Novos debates

Nesta sexta-feira, 2, os delegados vão trabalhar, em quatro grupos temáticos com os temas “Projeto Nacional de Desenvolvimento”, “As novas tecnologias e mecanismos de participação popular”, “Economia criativa” e “Conjuntura Nacional e Eleições de 2018”. Já no dia 3, os delegados elegerão os novos membros do Diretório e da Executiva Nacionais para o próximo triênio.

*Com informações do Estadão e do PSB.

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