Operação ‘Perfil Falso’ reprime crimes de estelionato sexual contra mulheres na Bahia

Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) da Bahia.
Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) da Bahia.
Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) da Bahia.
Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) da Bahia.

Os resultados da ‘Operação Perfil Falso’ foram apresentados à imprensa na quinta-feira (08/03/2018), pelos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO).

Deflagrada na manhã de quinta-feira, a operação resultou na prisão preventiva de Andreza Souza Dias Souza, 22 anos, investigada por praticar crimes de estelionato e de violação sexual mediante fraude contra mais de 20 mulheres em diversas cidades do Estado da Bahia.

Os crimes aconteciam desde 2013, quando ela iniciou sua empreitada criminosa em Salvador. De acordo com a coordenadora do Gaeco, a promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi Meira, a investigada abordava mulheres por aplicativos de mensagens ou sites de encontros amorosos e se passava por pessoas do sexo masculino, utilizando imagens subtraídas de terceiros em redes sociais e até manipulando a sua voz.

As investigações tiveram início em janeiro de 2018, a partir de uma denúncia encaminhada ao MP. Durante a operação, foram apreendidos objetos  como computadores (pessoal e de trabalho), notebook, quatro celulares e seis chips de aparelhos telefônicos. Andreza Souza Dias Souza foi ouvida pelos promotores e deverá ser encaminhada ao Presídio Feminino. Após conclusão do inquérito, o MP oferecerá a denúncia.

Segundo o Gaeco, Andreza Dias Souza chegava a se apresentar como parente dos perfis masculinos utilizados por ela, com a finalidade de se aproximar pessoalmente de suas vítimas. Os encontros pessoais se davam depois de ser construída uma relação de confiança e afeto, o que era utilizado como argumento para convencer as mulheres de que poderiam se relacionar sexualmente com ela, fazendo-as acreditar que podia manifestar, “energicamente”, a presença física dos personagens masculinos.

“Com atuação convincente, alto poder de persuasão e extrema habilidade, a suspeita, passando-se por homens, ludibriava as vítimas a efetuar pagamentos e transferências em seu favor, que era apresentada como ‘sobrinha’ do personagem fictício por ela inventado”, explicam os promotores.

O mandado de prisão preventiva em face de Andreza Souza Dias Souza e os três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Santo Antônio de Jesus e Nazaré, no Recôncavo baiano, em endereços frequentados pela investigada. Foram arrecadados aparelhos celulares, computadores e documentos relacionados ao caso. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara dos Feitos Criminais da Comarca de Salvador/BA. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Investigação (CSI); do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) e do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), que ofereceu suporte emocional às vítimas; de promotores de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia; e da Polícia Militar do Estado da Bahia, por meio da Companhia Independente de Policiamento Especializado – Litoral Norte (CIPE).

*Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).

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