Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores

Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores.
Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores.
Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores.
Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) promoveu, nesta segunda-feira (19/03/2018), uma audiência pública para debater os novos movimentos políticos europeus. Os convidados observaram que os movimentos políticos de contestação, de direita e de esquerda, podem levar a uma nova realidade política e econômica na Europa.

O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Leonardo Nelmi Trevisan disse que o populismo, o separatismo e o nacionalismo conflitam com os interesses históricos do Ocidente. Como exemplo, ele citou a unidade europeia como o ideal planejado. Ele mencionou o “Brexit”, a saída da Inglaterra da zona do Euro, o que representa um “fator de disrupção bem forte”.

O professor acrescentou que partidos nacionalistas de extrema direita e de extrema esquerda estão unidos no questionamento do modelo atual de Europa. Ele ainda afirmou que conflitos diplomáticos entre a Inglaterra e a Rússia e as diferenças políticas e econômicas entre a França e a Alemanha são exemplos desse tipo de desgaste.

Leonardo Trevisan elogiou a atuação do Banco Central Europeu, que garantiu a sobrevivência do Euro mesmo com a crise econômica mundial de 2008. Ainda assim, disse o professor, a comunidade europeia hoje está dividida entre “Europa do Norte” e “Europa do Sul”. De acordo com Trevisan, países como Grécia, Portugal, Espanha e partes da Itália estão distantes da realidade de países como a Alemanha ou a Suécia. Assim, a visão nacionalista começou a renascer na Europa.

— Temos uma Europa em movimento, e não necessariamente para o lado multilateral — afirmou.

Catalunha

Para o professor do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) Mário Drumond Coelho, a questão de separação da região da Catalunha do restante da Espanha é uma incógnita. Ele disse não ser possível entender a lógica do separatismo. Sendo assim, é preciso olhar a realidade da Catalunha.

O professor sublinhou que o processo separatista da Catalunha tem raízes históricas, desde o século 14. Ele lembrou que uma separação tem também detalhes jurídicos — e a constituição espanhola trata seu país como “indissolúvel”. Assim, na opinião de Coelho, o referendo realizado no ano passado sobre a independência catalã foi ilegal, já que a competência para esse tipo de consulta pertence ao poder central da Espanha.

— O referendo da separação violou a soberania espanhola, a unidade do território e a supremacia da constituição — afirmou Coelho.

A audiência ocorreu dentro do ciclo de debates O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras? com foco na Europa, e foi dirigida pelo presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTC-AL). Ele anunciou que a CRE voltará a se reunir na quarta-feira (21), às 14h, para uma audiência pública do grupo Brasil-Marrocos.

Outra audiência pública está marcada para o dia 2 de abril, às 18h, quando a comissão debaterá as eleições presidenciais na América Latina e suas consequências para a integração da região.

*Com informações da Agência Senado.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112787 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]