Feira de Santana: vereador lamenta transferência imediata de médicos residentes do HGCA

Cadmiel Pereira: quem explica por que que o HGCA não tem condição de manter esses residentes?

Cadmiel Pereira: quem explica por que que o HGCA não tem condição de manter esses residentes?

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (28/03/2018), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Cadmiel Pereira (PSC)  informou que os nove residentes médicos que atuavam no Hospital Geral Clériston Andrade, na especialidade de obstetrícia e ginecologia, foram descredenciados e transferidos imediatamente para Salvador.

“A decisão foi divulgada hoje, através de portaria publicada pelo MEC. Não há novidades para a saúde da nossa cidade, apenas retrocessos. A saúde de Feira convalesce, geme. Teremos agora a perda da demanda ambulatorial e de cirurgias obstétricas. O núcleo do Hospital Estadual da Criança que receberia estes residentes que estavam no HGCA não vão mais receber. Cadê o Governo do Estado? Quem explica por que que o HGCA não tem condição de manter esses residentes?”, questionou Cadmiel.

E continuou, lembrando que o Município está fazendo exatamente o inverso. “Ao contrário do Governo do Estado, o Município implantou a residência médicas nas mesmas especialidades no Hospital da Mulher. Quatro residentes receberão bolsas pagas pelo Município para atuarem na unidade hospitalar”, lembrou.

Em aparte, o edil Roberto Tourinho (PV) questionou se o colega Cadmiel tem certeza que os residentes não serão remanejados para o HEC, como prometeu o secretário Estadual de Saúde na última visita que fez à Feira de Santana. “Ouvi o secretário dizer em uma emissora de rádio que o serviço de obstetrícia e ginecologia deixaria de acontecer no HGCA e passaria a ser realizado no HEC. Será que não é esse o motivo do descredenciamento? Se não for, eu lamento muito”, pontuou.

Em resposta, Cadmiel disse que a portaria é clara ao afirmar que os residentes serão imediatamente transferidos para Salvador. “Com esse descredenciamento, como fica a demanda reprimida de nossa cidade? Se já tínhamos problemas nessas especialidades com os residentes, imagine sem eles. Quando pensamos que vamos evoluir com a implantação do curso de medicina na cidade, regredimos e perdemos o hospital escola”, avaliou.

Também em aparte, a edil Gerusa Sampaio (DEM) lamentou o fato e afirmou que a cidade segue na contramão. “Sou testemunha de que da residência do HGCA saem grandes profissionais. Lembro-me de quando aquela unidade hospitalar passou de hospital regional para hospital geral. Principalmente as mulheres perderão muito com esse descredenciamento”, observou.

Para finalizar, Cadmiel agradeceu o retorno que a Câmara tem pelos pronunciamentos. “Ontem, a Moção de Repúdio de Zé Carneiro pelo corte no fornecimento de água no HEC foi divulgada até na imprensa da capital, assim também aconteceu com a direção da Escola Menino Jesus de Praga”, findou.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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