Em março, prévia da inflação do IPCA-15 é de -0,09% na Região Metropolitana de Salvador, a menor do país, informa IBGE

Construção da Arena Fonte Nova, em Salvador. Imagem registrada em 27 de fevereiro de 2013.
Construção da Arena Fonte Nova, em Salvador. Imagem registrada em 27 de fevereiro de 2013.
Vista aérea de Salvador.
Vista aérea de Salvador.

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve forte desaceleração e ficou negativo, em -0,09%, na Região Metropolitana de Salvador.

Em fevereiro, Salvador havia registrado a maior prévia da inflação (0,78%) dentre as áreas pesquisadas e passou, em março, à menor taxa em todo o país, ficando abaixo da média nacional (0,10%).

O índice foi o menor para um mês de março na RMS desde 2012, quando se iniciou a série regional do IPCA-15.

As regiões metropolitanas de Belém (0,29%), Fortaleza (0,26%) e Belo Horizonte (0,25%) tiveram os maiores IPCA-15 em março.

No primeiro trimestre deste ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,81% na Região Metropolitana de Salvador, ficando ligeiramente abaixo da média nacional (0,87%). Nos 12 meses encerrados em março, o índice chegou a 1,75% na RMS, também abaixo do índice nacional (2,80%).

Em ambos os acumulados (no trimestre e em 12 meses), o IPCA-15 atinge o seu menor patamar das séries históricas disponíveis para a Região Metropolitana de Salvador.

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de março para Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Deflação de março teve forte influência de alimentação no domicílio (-1,37%) e passagens aéreas (-16,55%)

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, cinco tiveram altas em março, na Região Metropolitana de Salvador.

A variação negativa do índice no mês foi puxada, sobretudo, pela deflação do grupo Alimentação e Bebidas (-0,84%), fortemente influenciada pela redução dos preços da alimentação no domicílio (-1,37%). O tomate (-15,94%) foi o item que, individualmente, mais contribuiu para segurar o IPCA-15 de março na RMS.

Além dos alimentos, a redução nos preços das passagens aéreas (-16,55%) também teve importante papel na queda do IPCA-15 de março em Salvador.

Por outro lado, os grupos que mais pressionaram para cima a prévia da inflação de março, em Salvador, foram Transportes (0,48%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,46%).

No primeiro caso, apesar da desaceleração frente ao aumento de fevereiro (7,30%), os combustíveis (3,21%) seguem como principal influência. Em março, a gasolina (3,29%) manteve-se em alta e foi o item que, individualmente, mais puxou a prévia da inflação da RMS para cima, seguida do etanol (3,79%).

O aumento do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,46%) foi puxado, sobretudo, pelos gastos com plano de saúde (1,04%).

A alimentação fora do domicílio (0,33%) também se mantém como importante pressão inflacionária na RM Salvador e já acumula, no primeiro trimestre de 2018, alta de 2,21%, mais que o dobro da inflação média (0,81%).

Mais informações sobre esse indicador estão disponíveis na Agência IBGE Notícias.

Redação do Jornal Grande Bahia
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