Venda da EMBRAER é retrocesso inaceitável | Por Aloizio Mercadante

Jatos para aviação regional produzidos pela EMBRAER.
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Depois da Segunda Guerra, em vez de ampliar as compras da sucata bélica dia EUA, o visionário Brigadeiro Montenegro dedicou-se a construir o sonho de Santos Dumont, de o Brasil desenvolver uma empresa aeronáutica. Contratamos reitor e professores do MIT e começamos a desenvolver o ITA, e mais tarde a Embraer. Assim, a Embraer resultou do trabalho de várias gerações e de idealistas que pensaram grande o Brasil.

É um retrocesso inaceitável, de um governo o golpista que está destruindo um projeto de nação e a de inserção soberana do Brasil. Significa abdicar de um projeto de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovações em um setor estratégico. Um imenso retrocesso, mais uma traição contra os grandes sonhos e o trabalho árduo e realizador de muitos competentes e patrióticos profissionais.

Essa venda sinaliza que o golpe fez um realinhamento geoestratégico, que coloca a política defesa do Brasil na órbita dos interesses geopolíticosdos EUA.

O governo golpista poderia ter vetado essa desnacionalização, com uso da golden share em poder da União. Contudo, preferiu, mais uma vez, submeter-se aos desejos de uma potência estrangeira. Com tal vendão, o Brasil perde a sua principal empresa de alta tecnologia.

*Aloizio Mercadante Oliva é economista, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em fevereiro de 1980, e o vice-presidente do partido entre 1991 e 1999. Foi senador pelo estado de São Paulo entre 2003 e 2010 e ex-ministro da Educação do Governo Rousseff.

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