Senador Lindbergh Farias critica intervenção federal no Rio de Janeiro e culpa Governo Temer pela crise na segurança

Para o senador Lindbergh Farias, sem investigação eficiente, a violência não vai diminuir e o Exército não tem o papel de investigar.
Para o senador Lindbergh Farias, sem investigação eficiente, a violência não vai diminuir e o Exército não tem o papel de investigar.
Para o senador Lindbergh Farias, sem investigação eficiente, a violência não vai diminuir e o Exército não tem o papel de investigar.
Para o senador Lindbergh Farias, sem investigação eficiente, a violência não vai diminuir e o Exército não tem o papel de investigar.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) culpou o governo federal e a política de austeridade fiscal pela situação da segurança pública no Rio de Janeiro, afirmou que o orçamento da segurança pública foi reduzido de R$ 6,1 bilhões para R$ 2,9 bilhões, após a promulgação da Emenda Constitucional do teto dos gastos públicos.

O senador apresentou uma lista de estados com taxa de homicídios superior à do Rio de Janeiro para argumentar que a segurança vai mal no país inteiro. Lindbergh acredita que a intervenção federal no Rio não vai solucionar o problema, pois a medida foi tomada sem planejamento.

Para o senador, sem investigação eficiente, a violência não vai diminuir e o Exército não tem o papel de investigar. Lindbergh afirmou ainda que a guerra às drogas é um fracasso no Brasil e no mundo, pois os moradores são os que mais sofrem.

– Eu fui relator da CPI sobre o extermínio da juventude negra e fui a várias favelas. Sabe qual é o desespero de uma mãe que tem um filho de 18 anos? É gigantesco num sábado à noite porque esse jovem vai sair à noite como todo jovem, e ela tem medo de esse jovem ser morto pelo tráfico, pela milícia e, infelizmente, pela polícia que, às vezes, age de forma despreparada dando tiro para tudo que é lado. Então essa tese da guerra às drogas e de que uma intervenção militar vai resolver os problemas não funciona – afirmou.

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Sobre Carlos Augusto 9610 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).