Secretário-geral da ONU diz que única solução é criação de dois Estados: israelense e palestino

Reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino.
Reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino.
Reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino.
Reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino.

Secretário-geral fez afirmação durante reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis dos Povo Palestino, em Nova Iorque; ele gostaria que ambos os Estados tivessem Jerusalém como capital.

A semana do secretário-geral da ONU começou com uma reunião do Comitê sobre os Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, na sede da organização em Nova Iorque.

António Guterres lembrou que a situação palestina é uma das questões que estão há mais tempo sem solução na agenda da ONU. Ele explicou que a comunidade internacional vem apoiando há décadas uma negociação que leve à uma solução de dois Estados, um israelense e outro palestino vivendo lado a lado e em paz. Para ele, esta é a “única maneira de criar as bases para a paz duradoura”.

Realidade

O chefe da ONU destacou que essa visão já foi apoiada diversas vezes no Conselho de Segurança e na Assembleia Geral.

António Guterres afirmou que “gostaria de ver um Estado palestino e um Estado israelense, ambos com Jerusalém como capital”, mas destacou ser necessário “enfrentar a difícil realidade de hoje”.

Segundo ele, “tendências negativas têm o potencial de criar uma realidade irreversível de um Estado, incompatível com as aspirações legítimas, nacionais, históricas e democráticas de israelenses e palestinos”.

Assentamentos

O secretário-geral mencionou a construção de assentamentos na Cisjordânia, o que é “ilegal pelas resoluções da ONU e pela lei internacional”, além de ser “um grande obstáculo à paz e algo que deve parar”.

Guterres lamentou que a violência continue alimentando um clima de medo e desconfiança. Ele mencionou uma pesquisa da equipe da ONU nos territórios palestinos prevendo que será impossível viver em Gaza em 2020, a não ser que haja melhoras na infraestrutura e nos serviços básicos.

Apoio

Cerca de “2 milhões de palestinos lutam diariamente com a crise de eletricidade, falta de serviços, desemprego crônico e uma economia paralisada”, nas palavras de Guterres.

O corte de verbas para a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, também preocupa o secretário-geral. Ele faz um apelo à comunidade internacional por ajuda, já que a Unrwa fornece serviços essenciais a milhões de palestinos.

António Guterres reafirma seu compromisso em apoiar os envolvidos nos esforços para tornar a solução de dois Estados uma realidade, o que é, na visão dele, “a única maneira de garantir os direitos inalienáveis do povo palestino.

*Com informações da Radio ONU.

Redação do Jornal Grande Bahia
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