Operação Cartão Vermelho: PF indicia ex-governador Jaques Wagner e mais dois por possíveis irregularidades em obras da Arena Fonte Nova

Daniel Justo Madruga, superintendente da Polícia Federal (PF) e Luciana Matutino Caires, chefe da delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF Bahia.
Daniel Justo Madruga, superintendente da Polícia Federal (PF) e Luciana Matutino Caires, chefe da delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF Bahia.
Daniel Justo Madruga, superintendente da Polícia Federal (PF) e Luciana Matutino Caires, chefe da delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF Bahia.
Daniel Justo Madruga, superintendente da Polícia Federal (PF) e Luciana Matutino Caires, chefe da delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF Bahia.

A Superintendência da Polícia Federal na Bahia confirmou nesta segunda-feira (26/02/2018) que indiciou criminalmente o ex-governador Jaques Wagner, o secretário da Casa Civil do Estado da Bahia, Bruno Dauster, e o empresário Carlos Daltro por recebimento de propina no âmbito da Operação Cartão Vermelho, deflagrada hoje pela PF para apurar irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária dos três indiciados, mas os pedidos foram negados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), responsável pelos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos hoje em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no suposto esquema criminoso, incluindo a casa do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.

De acordo com a Polícia Federal, diversas irregularidades estão evidenciadas no inquérito policial, entre elas fraude à licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF explicou que os mandados cumpridos hoje “têm por objetivo possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro”.

De acordo com as investigações, a licitação que levou a formação da Parceria Público Privada nº 02/2010 para a construção do estádio “foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações – FNP, formado pelas empresas Odebrecht  e OAS”. Segundo laudo pericial, a obra foi superfaturada em mais de R$ 450 milhões, em valores corrigidos.

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