Após Previdência, Câmara dos Deptuados discutirá privatização da Eletrobras e reforma tributária “fatiada”

Deputado Rodrigo Maia defende reforma da Previdência.
Deputado Rodrigo Maia defende reforma da Previdência.
Deputado Rodrigo Maia defende reforma da Previdência.
Deputado Rodrigo Maia defende reforma da Previdência.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) falou nesta quarta-feira (07/02/2018) sobre as pautas que devem ser discutidas pelo legislativo após a conclusão dos debates a respeito da reforma da Previdência, previsto para ser liquidado até o dia 27 de fevereiro. De acordo com ele, entre os assuntos que passarão a ser tratados como prioritários, estão projetos de segurança pública, a privatização da Eletrobras, a reoneração da folha de pagamento, além da reforma tributária.

“A reforma tributária nós vamos começar a pensar isso. Depende do texto, se for um texto muito complexo, talvez não dê tempo. Mas se a gente tentar fatiar e fazer uma parte agora, talvez a gente tenha sucesso”, disse Maia, fazendo novas ressalvas na sequência. “Com estados, municípios e União na situação que estão, que em vez de ser a favor do contribuinte, vire a favor do caixa dos estados e União. No momento em que está todo mundo precisando de dinheiro, você faz maior lobby de prefeitos e da equipe econômica, gerando aumento de alíquota de contribuição para a sociedade, o que a gente não pode aceitar”, assegurou.

Em virtude das eleições, 2018 é tratado como um ano reduzido no legislativo já que comumente a agenda da maior parte do segundo semestre é paralisada. Por conta disso, as pautas prioritárias já começaram a ser organizadas para discussão. Ainda nesta quarta, para examinar pedidos do Banco Central (BC), Rodrigo Maia se encontrou com o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn. “Discutimos a agenda dele que já está colocada desde o ano passado, o cadastro positivo, a modernização do sistema de duplicada no Brasil que é muito importante, a possibilidade dos depósitos voluntários. Também iniciamos muito levemente a retomada de um debatem, que tem até um projeto de Lei meu, que eu acho muito importante, que é tratar a autonomia do Banco Central”, contou Rodrigo Maia.

O Banco Central é a entidade responsável pelo sistema financeiro de um país. É o BC que emite a moeda, por exemplo. Além disso é a autoridade monetária que fixa a taxa básica de juros, que serve como referência para os juros que os bancos cobram dos clientes. No Brasil, o presidente do Banco Central tem status de ministro, e, por isso, é escolhido e pode ser demitido pelo presidente da República a qualquer momento. Os críticos desse modelo alegam que é preciso evitar interferências políticas em decisões monetárias. E para tal, seria preciso uma condução autônoma, com mandatos definidos e sem subordinação ao Poder Executivo.

*Com informações da Agência do Rádio Mais.

Redação do Jornal Grande Bahia
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