Petrobras diz que Campo de Mero, no pré-sal, tem 3,3 bilhões de barris; ANP coloca 846 blocos para exploração de petróleo e gás em oferta permanente 

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Plataforma de petróleo offshore.
Campo de Mero, no Bloco de Libra, tem 3,3 bilhões de barris de petróleo.
Plataforma de petróleo offshore.
Campo de Mero, no Bloco de Libra, tem 3,3 bilhões de barris de petróleo.

O Campo de Mero, no Bloco de Libra, tem 3,3 bilhões de barris de petróleo, segundo informou nesta sexta-feira (30/11/2017) a Petrobras. A declaração de comercialização foi apresentada à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“O Campo de Mero está localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em águas ultraprofundas, e apresenta reservatórios de carbonato de alta qualidade com alta produtividade. Durante a fase exploratória e de avaliação, oito poços de extensão foram perfurados na área do PAD [Plano de Avaliação da Descoberta] identificando reservatórios com óleo de boa qualidade e alto valor comercial”, destacou a estatal.

De acordo com a Petrobras, o primeiro óleo do campo foi produzido por meio da plataforma flutuante FPSO Pioneiro de Libra, em um teste de longa duração, com o objetivo de avaliar o comportamento do reservatório de petróleo e ampliar o conhecimento das características da jazida.

A Petrobras lidera o consórcio de Libra, com participação de 40%, em parceria com a holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC Limited (10%).

ANP coloca 846 blocos para exploração de petróleo e gás em oferta permanente 

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou hoje (1º) as áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural disponíveis em oferta permanente. São 846 blocos de 13 bacias sedimentares, somando uma área total de aproximadamente 285.400 quilômetros quadrados , e 15 áreas com acumulações marginais em três bacias terrestres.

As áreas selecionadas podem ser encontradas no site da agência na internet e incluem blocos nas bacias do Recôncavo, Potiguar Terra,  de Sergipe-Alagoas Terra e  do Espírito Santo Terra; nas bacias terrestres de nova fronteira do Acre, Amazonas, Paraná, da Parnaíba,  de São Francisco e Tucano; e nas bacias marítimas do Pará-Maranhão,  de Sergipe-Alagoas, Campos e Santos.

A ANP esclareceu, ainda, que as áreas com acumulações marginais estão nas bacias terrestres do Espírito Santo, de Potiguar e  do Recôncavo. Todas as áreas selecionadas dependem de avaliação dos órgãos ambientais.

O processo de oferta permanente

O processo de oferta permanente (previsto no artigo 4º da Resolução CNPE nº 17/2017) prevê a oferta contínua de campos devolvidos (ou em processo de devolução), de blocos exploratórios ofertados em rodadas anteriores e que não arrematados, além dos blocos devolvidos à Agência.

Segundo as informações divulgadas, até o final de abril de 2018, a ANP informará as regras para participação e os parâmetros técnicos e econômicos das áreas em oferta permanente, quando o processo de licitação será iniciado de forma contínua. As sessões de apresentação de ofertas deverão ocorrer a partir de novembro de 2018.

A agência reguladora esclareceu, ainda, que para a realização da sessão de apresentação de ofertas, a ANP deverá ter recebido ao menos uma manifestação com o aporte da garantia de oferta para cada área de interesse.

Para a ANP, a abertura do processo de oferta permanente representa mais um passo importante na retomada da atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. “A iniciativa de trazer oportunidades para empresas de distintos perfis e tamanhos, faz parte de um conjunto de medidas que estão sendo adotadas visando ao desenvolvimento de um setor diversificado, dinâmico e competitivo nos diferentes ambientes exploratórios existentes no Brasil: pré-sal, mar convencional e terra”, diz a nota.

Com a iniciativa para disponibilizar áreas em oferta permanente, a ANP espera “contribuir para o aumento dos investimentos e da produção de petróleo, com impactos na arrecadação e na geração de emprego e renda, especialmente nas regiões selecionadas”.

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