Governo Rui Costa apoia a fruticultura baiana; atividade tem potencial gerador de empregos e renda

Reunião do Sistema Produtivo de Fruticultura no SENAI CIMATEC.Reunião do Sistema Produtivo de Fruticultura no SENAI CIMATEC.


Reunião do Sistema Produtivo de Fruticultura no SENAI CIMATEC.

Reunião do Sistema Produtivo de Fruticultura no SENAI CIMATEC.

O Sistema Produtivo de Fruticultura foi o tema da reunião que aconteceu nesta quarta-feira (13/12/2017) no Senai Cimatec e reuniu diversos atores da indústria, processadoras de frutas, produtores, sindicatos, representantes financeiros e membros do Governo Rui Costa. De acordo com Juliana Araújo, diretora de Relações Empresariais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), foram discutidas na reunião entraves e desafios do segmento.

Araújo explicou que a SDE está trabalhando duas vertentes: os sistemas produtivos e os estudos territoriais e a ideia é convergir territórios com sistemas produtivos de cada município que serão pilares do PDI Bahia 2035, planejamento de longo prazo desenvolvido pelo Governo do Estado.

“Tivemos a oportunidade de conhecer a Política Nacional de Fruticultura, que em breve será enviada ao Ministério da Agricultura, e todos os presentes tiveram a oportunidade de colocar suas críticas e sugestões. Além disso, foi conversada a possibilidade da criação de um fundo para o desenvolvimento do mundo agro focado em fruticultura. Estamos fazendo a sensibilização de órgãos como o Desenbahia, a Bahiainvest, Inseed – Gestora de Fundos de Investimento e o Sindicato de Frutas da Bahia”, explica Juliana Araújo.

A apresentação da Política Nacional de Fruticultura ficou por conta de Etélio Prado, da Associação das Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais – ASTN. ” O plano está sendo concebido por um grupo de profissionais que está envolvido com o setor e deverá ser assinado em janeiro de 2018. Estamos coletando através de audiência pública todas as informações possíveis e cabíveis que auxiliem no aperfeiçoamento do plano que com toda certeza ajudará a cadeia produtiva de fruticultura”, afirma.

Jeandro Ribeiro, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), acredita que a reunião criou um ambiente de integração de forças que promovem a convergência das ações. “O setor está presente em diversos territórios do estado, a exemplo do cacau no Litoral Sul, o mamão no Extremo Sul, o maracujá e a manga no Sertão Produtivo e o caju no Litoral Norte. A agricultura familiar está muito envolvida no contexto da cadeia da fruticultura e o Estado da Bahia, através da SDR, vem entendendo isso e executando ações”, diz.

Futuro

O presidente do Sindisucos, Luiz Hermida, comemora a abertura de diálogo com o Governo do Estado. “Estamos há algum tempo construindo esse diálogo com objetivo de reerguer a cadeia da citricultura baiana. Nós temos um potencial muito forte, a Bahia tem uma agroindústria que é uma das maiores produtoras de frutas como laranja, manga, maracujá, goiaba e mamão. Parte dessas frutas tem inserção nas cadeias produtivas globais e a indústria baiana tem capacidade de gerar exportações para essas frutas e chegar aos mercados consumidores do mundo inteiro com produtos de alta tecnologia”, diz.

Em relação às indústrias menores, Hermida afirma que é preciso apoio para estruturar de forma adequada a APL (Arranjo Produtivo Local) para que a produtividade e a qualidade da fruta produzida na Bahia cresça e o parque industrial comece a trabalhar de forma plena. “Hoje trabalhamos com a capacidade de mais de 50%. Temos capacidade de produção, mercado e expertise, o que está faltando é matéria prima de qualidade a preço competitivo, que por sua vez vai gerar emprego e renda para o estado”, explica o presidente do Sindisucos.

Gustavo Camargo, gerente de compras agro do grupo inglês Britvic, uma das maiores companhias do mundo no setor de bebidas não alcóolicas, e que no Brasil é proprietária da Ebba – Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos, veio até a Bahia participar do evento e entender as dificuldades que o produtor tem e saber como a indústria pode atuar em parceria com esses órgãos e com os agricultores.

“Um evento como esse é muito importante para agroindústria como um todo, já que envolve vários segmentos e órgãos importantes. Para nós a parceria com a agroindústria é muito importante, principalmente nosso grupo que planeja crescer no âmbito tanto nacional quanto internacional”, afirma Camargo.

Com unidades industriais em Aracati (Ceará), em Atolfo Dutra e em Araguari (Minas Gerais), a Ebba possui uma capacidade anual de processamento de aproximadamente 40 mil toneladas de fruta e produção de mais de 200 milhões de litros de suco. Fazem parte da empresa, as marcas Bela Ischia, Da Fruta e Maguary, as duas últimas com mais de 30 3 60 anos de mercado respectivamente.

Tecnologia

“Considero que este é um trabalho bastante importante para definição dos próximos passos a serem desenvolvidos. Há toda uma estruturação envolvendo desde a cadeia da agricultura familiar até a parte da tecnologia para grandes indústrias. No Cimatec, temos condições de apoiar o desenvolvimento desses atores na parte da tecnologia, da inovação e capacitação de pessoas no desenvolvimento empresarial como um todo”, afirma Cleide Guedes, gerente da área de alimentos e bebidas e metrologia do Senai Cimatec.

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