Reportagem da Folha de São Paulo revela existência de ‘Cinturão do Latrocínio’ na capital; estado é governado há 18 anos pelo PSDB

Reportagem da Folha de São Paulo revela existência de ‘Cinturão do Latrocínio’ na capital. Governos do PSDB fracassam em superar a desigualdade.

Reportagem da Folha de São Paulo revela existência de ‘Cinturão do Latrocínio’ na capital. Governos do PSDB fracassam em superar a desigualdade.

Levantamento realizado pelo Jornal Folha de São Paulo revela a geografia dos assassinatos na capital paulista. Segundo a reportagem, bairros no extremo leste de São Paulo formam ‘cinturão do latrocínio’.

Publicada nesta sexta-feira (13/10/2017), a reportagem da Folha informa que um quarto dos assaltos seguidos de morte estão concentrados em 7 dos 96 distritos da cidade de São Paulo. Com 9% da população da capital, Guaianases, Itaim Paulista, José Bonifácio, São Mateus, Lajeado, São Miguel e Vila Curuçá respondem por 24% dos latrocínios.

Curiosamente, o estado é governado pelo PSDB desde o dia 1ª de janeiro de 1999, na época foi empossado governador Mário Covas (1930 – 2001). Em 2017, completou 18 anos que o PSDB ocupa o poder, dos quais, 11 anos sob o comando do governador Geraldo Alckmin, ou seja, a continuidade do PSDB no poder do Estado de São Paulo não garantiu uma sociedade com baixos indicadores de violência.

Questiona-se: por que a violência é elevada na capital do estado mais rico da federação? Infere-se que os fatores determinantes da violência são: desigualdade social acentuada, elevados indicadores de exclusão social e baixos indicadores educacionais. Em síntese, pode-se afirmar que as políticas do PSDB para o Estado de São Paulo falharam em não mitigar a desigualdade social, em promover políticas de inclusão social e em fornecer serviços educacionais de qualidade para a população menos favorecida.

Política da bolacha

Crítico das políticas desenvolvidas pelos governos petistas de Lula e Rousseff (2003 – 2016), o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), resolveu a equação montada pelos conservadores/reacionários, que criticavam as políticas adotadas pelo Governo Federal durante as gestões petistas, distribuindo bolacha como alimento aos mais necessitados.

Segundo a gestão de João Doria, a produção e distribuição do biscoito – batizado de ‘allimento’ – faz parte do o projeto Alimento para Todos, que segue as normas do Projeto de Lei número 550 de 2016, do vereador Gilberto Natalini (PV), que institui a Política Municipal de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos.

Observa-se, neste contexto, uma completa reversão de políticas sociais inclusitivas dos governos Lula e Rousseff, para o regresso das políticas clientelistas dos conservadores/reacionário. Em síntese, além de não apresentarem soluções para os fatores determinantes da violência, com medidas que conduzam a superação da desigualdade, inclusão social e acesso à educação de qualidade, os políticos do PSDB, notadamente Geraldo Alckmin e João Doria, adotam programas que em nada modificam a difícil realidade social enfrentada pelos setores menos favorecidos da sociedade.

Citada nas reportagens do Jornal Nacional, da Rede Globo, a vara de pescar que os conservadores/reacionários prometeram à população carente, se transformou no biscoito estilizado com a grife ‘allimento’, do boquirroto João Doria.

Para os menos favorecidos, a acentuada desigualdade social, os elevados indicadores de exclusão social e os baixos indicadores educacionais são traduzidos nas dezenas de mortes que ocorrem na periferia da capital do estado mais rico da federação.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]