Imprensa francesa noticia prisão de “Viúva Negra” da Rocinha, no Rio de Janeiro

Reportagem do Jornal O Globo destaca prisão de Danúbia de Souza Rangel.

Reportagem do Jornal O Globo destaca prisão de Danúbia de Souza Rangel.

A volta do exército brasileiro à favela da Rocinha, na terça-feira (10/10/2017), para apoiar uma operação da polícia após novos tiroteios entre grupos rivais de traficantes de drogas, foi noticiada pela imprensa francesa. A prisão de Danúbia de Souza Rangel, mulher do chefe Antonio Francisco Bonfim, o Nem da Rocinha, preso desde 2011, também é destaque dos noticiários franceses.

Danúbia, de 33 anos, já tinha sido apresentada aos leitores franceses em matérias sobre a guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Condenada à revelia a 28 anos de prisão por tráfico de drogas em março de 2016, ela era considerada como foragida. Mesmo assim, como citam os sites dos jornais Le Figaro e Libération, ela não deixava de provocar as autoridades, postando fotos de biquíni, “com o corpo bronzeado e esculpido por musculação e cirurgia plástica”, nas redes sociais, enquanto fugia da polícia.

A mulher de Nem é conhecida na Rocinha como “primeira-dama” ou “viúva negra”, por ter sido companheira de outros dois chefes do narcotráfico da favela da Maré. Danúbia foi presa na noite de terça-feira (10), na favela do Morro do Dendê, perto do aeroporto internacional do Rio, segundo Twitter da polícia carioca. A notícia já está em várias páginas da imprensa francesa, como a do Libération, que publicou uma reportagem da agência France Presse sobre a volta do exército à Rocinha para apoiar uma operação da polícia após novos tiroteios entre quadrilhas rivais de traficantes.

Ordens à distância

Danúbia é acusada de comandar uma ofensiva contra Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, rival de Nem, sob ordens à distância do próprio marido, que está preso em uma penitenciária de alta segurança em Campo Grande.

Na última semana de setembro, cerca de mil soldados foram mobilizados na Rocinha para tentar colocar um fim à violência entre as gangues. Os militares deixaram a comunidade no dia 29 de setembro, uma vez que a situação foi considerada oficialmente “estabilizada”. Mas, diante de novos tiroteios, 500 soldados e blindados foram posicionados diante da favela.

*Com informações da RFI.

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