Ex-deputado Eduardo Cunha permanecerá preso em Brasília até interrogatório, ainda sem data marcada

Eduardo Cosentino da Cunha.
Eduardo Cosentino da Cunha.
Eduardo Cosentino da Cunha.
Eduardo Cosentino da Cunha, de presidente da Câmara dos Deputados à notório criminoso condenado.

O deputado cassado Eduardo Cunha permanecerá em uma carceragem da Polícia Civil em Brasília até ser interrogado na ação penal da Operação Sépsis, que investiga desvios em uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal.

Atualmente, Cunha está preso preventivamente em Curitiba, após condenação em primeira instância na Operação Lava Jato, mas teve autorizado seu deslocamento temporário a Brasília para que pudesse prestar depoimento.

Os interrogatórios dos cinco réus na ação penal começaram na quinta-feira (26/10/2017) na 10ª Vara Federal de Brasília. Já prestaram depoimento o ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto e o empresário Alexandre Margotto.

Nesta sexta-feira (27), começou a ser ouvido o ex-operador financeiro de Cunha, Lucio Funaro, mas o seu interrogatório ainda não foi concluído e deve ser retomado na próxima terça-feira. Cunha será o último a ser interrogado, após o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, também réu na ação.

Cunha obteve autorização do juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela Sépsis, para falar com a imprensa, mas somente após o seu interrogatório, que ainda não tem data para ocorrer. Na saída da sala de audiências, o ex-deputado deu somente uma breve declaração à imprensa: “Estou com muita saudade de vocês”.

“No meu interrogatório vou fazer minha defesa e mostrar as mentiras que estão sendo faladas. Só isso”, havia dito antes, logo após o encerramento da audiência.

Cunha e Funaro ficam novamente frente a frente na Justiça Federal em Brasília

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o homem apontado como seu ex-operador de propina, Lucio Funaro, voltaram a se sentar frente a frente nesta sexta-feira (27/10/2017) na Justiça Federal em Brasília. Eles já haviam se encarado na quinta-feira (26), quando o ex-deputado se recusou a cumprimentar o analista financeiro quando este lhe estendeu a mão.

Em delação premiada, cujos depoimentos foram recentemente divulgados no site da Câmara dos Deputados, Funaro disse que Cunha funcionava com uma espécie de “banco de propina” para o PMDB. O ex-deputado nega as acusações.

Preso preventivamente em Curitiba, Cunha foi autorizado a se deslocar para Brasília para prestar depoimento presencial e acompanhar as oitivas da Operação Sépsis, do qual é réu junto com Funaro. Neste caso, ambos são acusados de operar um esquema de desvios na vice-presidência da Caixa, responsável por gerir o Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Na manhã desta quarta-feira (25), Cunha e Funaro – também preso preventivamente há mais de um ano em Brasília –, acompanharam a continuação do depoimento de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias.

Cleto, que também fechou acordo de delação premiada com a Justiça, contou por meio de videoconferência a partir de Campinas, onde se encontra preso, detalhes sobre o esquema de pagamento de propina que afirma ter sido comandado por Cunha. Ele confirmou ter sido indicado ao cargo por Cunha, a quem foi apresentado por Funaro.

Entre os diversos esquemas relatados por Cleto, que ocupou a vice-presidência da Caixa entre abril de 2011 e abril de 2015, está o desvio de 1,5% dos recursos liberados pelo banco público para o Porto Maravilha, plano de investimento na zona portuária do Rio de Janeiro cujo orçamento ultrapassou os R$ 3,5 bilhões.

Enquanto ouvia, a todo momento Eduardo Cunha fazia anotações e conversava com seu advogado. Ele chegou à sala de audiências com uma mala repleta de documentos.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112616 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]