Estados Unidos: Estado Islâmico assume autoria de ataque em Las Vegas

Participantes do festival country ‘Route 91 Harvest’, em Las Vegas, fogem dos disparos com arma de fogo realizado por Stephen Paddock.
Participantes do festival country ‘Route 91 Harvest’, em Las Vegas, fogem dos disparos com arma de fogo realizado por Stephen Paddock.
Participantes do festival country ‘Route 91 Harvest’, em Las Vegas, fogem dos disparos com arma de fogo realizado por Stephen Paddock.
Participantes do festival country ‘Route 91 Harvest’, em Las Vegas, fogem dos disparos com arma de fogo realizado por Stephen Paddock.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu nesta segunda-feira (02/10/2017) a autoria do ataque realizado durante um festival de música country em Las Vegas (EUA) que deixou mais de 50 mortos e 400 feridos. Em um comunicado da agência de notícias Amaq, do EI, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o grupo afirma que o autor do atentado é “um soldado do Estado Islâmico”. A informação é da agência EFE.

O ataque foi realizado, segundo a Amaq, como resposta às ações da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Segundo a Amaq, em outro comunicado publicado logo após a reivindicação do ataque, o suposto autor do massacre, identificado como Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos e que se suicidou após cometer o massacre, “se converteu ao Islã há vários meses”.

Paddock abriu fogo contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistiam a um show a partir de um quarto onde se hospedou, no 32° andar do hotel Mandala Bay, em Las Vegas. No momento do ataque acontecia o festival de música country ao ar livre “Route 91 Harvest Festival”.

Um porta-voz da polícia explicou em coletiva de imprensa que o agressor estava hospedado no hotel desde 28 de setembro. Ainda são desconhecidas as causas pelas quais Paddock decidiu disparar contra o público, segundo informou a polícia local.

Ataque em Las Vegas já supera o de Orlando, ocorrido em 2016

O ataque a tiros na noite de domingo (01/10/2017) em Las Vegas já supera o de Orlando, na Flórida, no ano passado, quando morreram 49 pessoas. É o pior ataque feito por um atirador na história dos Estados Unidos. A última atualização é de 58 mortes confirmadas e 515 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque foi um ato de pura maldade. Ele disse que é um dia de muita tristeza, que todos estão em choque, e que está orando pelos familiares das vítimas. Trump anunciou que visitará Las Vegas na quarta-feira (4).

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, mas a polícia local e o FBI não confirmaram a informação. O massacre continua sendo tratado como um crime isolado.

A reação de Donald Trump foi direcionada às famílias das vítimas, mas ele não entrou no tema do controle de armas, uma grande crítica de Democratas como o ex-presidente Barack Obama, que em situações semelhantes vinha a público defender a necessidade de passar no Congresso uma legislação em prol de mudanças por mais controle na venda de armas.

Até a ex-secretária de Estado e ex-candidata à Presidência da República Hillary Clinton entrou na discussão, e disse que a NRA – a associação nacional de rifles – doou para a campanha de Donald Trump, nas eleições de 2016, cerca de US$ 36 milhões, a maior doação para financiamento eleitoral da entidade na história do país.

No Congresso americano, a NRA tem uma influência poderosa, especialmente na bancada republicana, que agora é maioria.

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