Receita Federal apreende R$ 440 milhões em mercadorias no centro de São Paulo

Mais de 14,3 mil contribuintes estão na mira da fiscalização da Receita Federal em 2017.
Mais de 14,3 mil contribuintes estão na mira da fiscalização da Receita Federal em 2017.

A Receita Federal apreendeu 880 toneladas de mercadorias irregulares, avaliadas em R$ 440 milhões, na região central da capital paulista. Durante 18 dias de operação, foram encontrados produtos falsificados, contrabandeados ou importados sem o pagamento de impostos.

Ao fazer hoje hoje (29/09/2017), um balanço da operação, o superintendente da Receita Federal no estado de São Paulo, José Guilherme de Vasconcelos, informou que foram fiscalizados 869 estabelecimentos, sendo que em 857 foram encontrados mercadorias ilícitas.

A ação teve início no último dia 11 de setembro no Shopping 25 de Março, na região onde funcionam lojas de comércio popular, na cidade de São Paulo.

Segundo Vasconcelos, a estrutura do comércio irregular era maior do que se esperava, já que a previsão incial era de apreender R$ 300 milhões em mercadoria.

“Muitos dos estabelecimentos vistoriados tinham passagens falsas e paredes, onde estava boa parte da mercadoria localizada. Daí a superação daquele número inicial”, disse o superintendente, durante apresentação do levantamento da Operação Setembro.

Os estabelecimentos que faziam comércio ilegal estão agora sujeitos a sanções administrativas por parte da prefeitura de São Paulo. “Já começou o fechamento e emparedamento de alguns”, disse o superintendente, informando que já foram colocados tapumes no Shopping 25 de Março e na Galeria Florêncio.

Os proprietários também estão sujeitos a outras penalidades. “Além dos processos administrativos que a Receita Federal instaura o Ministério Público Federal poderá instaurar processos criminais.”

A Receita Feral pretende expandir as investigações a partir do material apreendido na operação. “A rede de participantes desse esquema está sendo apurada a partir da documentação apreendida. Recolhemos muita informação digitalizada”, disse o superintendente.

Os itens recolhidos durante a ação serão, na maior parte, destruídos. “O destino de praticamente toda a mercadoria é a destruição. Muito desse material não passa por normas da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas] de utilização, não cumpre requisitos para comercialização, então não poderá ser leiloado”, afirmou Vasconcelos.

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