Plenário rejeita ‘distritão’ e encerra votação sobre novo sistema eleitoral para deputados; Robinson Almeida diz que vitória foi da democracia

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Plenário da Câmara dos Deputados mantém sistema proporcional para eleição de deputados e vereadores.
Plenário da Câmara dos Deputados mantém sistema proporcional para eleição de deputados e vereadores.
Plenário da Câmara dos Deputados mantém sistema proporcional para eleição de deputados e vereadores.
Plenário da Câmara dos Deputados mantém sistema proporcional para eleição de deputados e vereadores.

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (19/09/2017), a mudança do sistema para eleger deputados e vereadores prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03. Foram 238 votos contrários, 205 favoráveis e 1 abstenção.

O arquivamento mantém o sistema proporcional, em que as cadeiras são distribuídas de acordo com o desempenho eleitoral de partidos ou coligações.

A proposta rejeitada previa a eleição majoritária de deputados (federais, estaduais e distritais) em 2018 e de vereadores em 2020, o chamado “distritão”. A partir de 2022, os deputados seriam eleitos pelo sistema distrital misto – segundo o qual, metade das vagas é destinada aos mais votados nos distritos; e a outra metade, preenchida de acordo com a votação dos partidos, em lista preordenada.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) ressaltou que o “distritão” já havia sido rejeitado na semana passada, quando a votação foi encerrada sem quórum, e na reforma política votada em maio de 2015. “É a terceira derrota do ‘distritão’, um modelo que é ruim porque retira representatividade, dificulta a entrada de mulheres e destrói os partidos”, declarou.

A mudança para o “distritão” perdeu o aval até mesmo do autor da emenda aprovada na comissão especial que analisou a matéria, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). “Sou autor de um dos projetos, mas, neste momento, não quero servir de pano de fundo da farsa. Não quero fazer parte do cenário”, comentou.

O sistema eleitoral é o único tema da PEC 77/03 cuja votação foi concluída. Com o fatiamento da discussão, resta ainda examinar outros assuntos polêmicos, como a criação do fundo público para o financiamento das campanhas.

Mas a votação dos outros temas da PEC não será realizada por acordo de líderes, que optaram por privilegiar a votação de uma outra medida: a mudança nas coligações em eleições de deputados e vereadores e a criação de uma cláusula de desempenho (PEC 282/16).

Isso não significa, no entanto, que a discussão sobre o fundo para o financiamento de campanhas eleitorais está encerrada. Relator da proposta rejeitada, o deputado Vicente Candido (PT-SP) disse que o fundo público está contemplado no projeto de lei aprovado em comissão especial (PL 8612/17).

“A gente pode aprovar o fundo em lei ordinária, e ele pode ser aperfeiçoado depois em uma PEC se for o caso”, explicou. O texto, segundo Candido, deverá ser votado ainda nesta semana. “O dinheiro [do fundo] vai vir de emendas parlamentares, e o projeto estabelece as regras para a distribuição entre os partidos e entre os candidatos”, completou.

Para valer na eleição do ano que vem, qualquer mudança precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até 7 de outubro.

Deputado comemora

Após a votação, o deputado Robinson Almeida (PT/BA) avaliou que a derrota da proposta do ‘distritão’ foi uma vitória da democracia.

— A proposta de sistema eleitoral majoritário (distritão) defendida pelos partidos da base de Temer, PMDB, PSDB, DEM, era uma armação. Queriam um sistema para impedir a renovação do parlamento e manter a maioria dos atuais deputados da base golpista. Nas próximas eleições vai prevalecer o sistema eleitoral proporcional. Vitória da democracia! — Declarou Robinson Almeida.

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