A notificação é fundamental à proteção da saúde do trabalhador, dizem especialistas durante encontro realizado em Feira de Santana

1º Encontro Macrorregional Centro Leste da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador, realizado em Feira de Santana.1º Encontro Macrorregional Centro Leste da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador, realizado em Feira de Santana.
1º Encontro Macrorregional Centro Leste da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador, realizado em Feira de Santana.

1º Encontro Macrorregional Centro Leste da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador, realizado em Feira de Santana.

As notificações são indispensáveis para a articulação da rede de serviços do SUS em atenção à saúde do trabalhador, bem como para o planejamento de ações. Esse foi um ponto pacífico das discussões ocorridas no 1º Encontro Macrorregional Centro Leste da Rede Estadual de Atenção à Saúde do Trabalhador (Renast/Ba), iniciado na quarta-feira (30/08/2017), e encerrado ontem, 31, em Feira de Santana. O encontro, que aconteceu no em um hotel da cidade, reuniu representantes de 72 municípios baianos. A secretária municipal da Saúde, Denise Mascarenhas, marcou presença no evento.

“Temos assumido um compromisso com a saúde do trabalhador. Feira, apesar de ser a segunda maior região de saúde – a primeira é Salvador – tem alcançado bons resultados através de nossas ações, em virtude do trabalho de vigilância e das notificações”, disse a coordenadora do Centro de Referência Municipal em Saúde do Trabalhador, Verena Liberal. Neste município o Cerest foi implantado em 2004, sendo um dos primeiros do estado a desenvolver ações em saúde do trabalhador.

A diretora de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador, Letícia Nobre, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), reforça quanto a importância das notificações, “para garantir uma melhor proteção à saúde do trabalhador”. Mostrou preocupação com o número de mortes por acidentes de trabalho, que segundo ela, é maior que por outras patologias. Metade delas está relacionada a situações de violência e ao trânsito. Já os acidentes que acontecem na construção civil representam 1/3 das mortes.

Segundo Letícia, há uma “grande invisibilidade” do trabalhador que adoece ou morre. Daí a necessidade, assinala, da reunião de representantes de dezenas de municípios baianos, para discutir o tema. Quanto ao perfil das doenças por acidentes de trabalho, ela diz que há ainda muitos casos identificados, através do SUS, de Ler – Lesões por Esforços Repetitivos. Outros, mas que não chegam a ser notificados, são por intoxicação provocada por agrotóxico, doenças pulmonares, por exposição a poeira, e as dermatoses da pele.

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