Secretaria da Saúde de Feira de Santana promove mutirão de exames para detectar risco de AVC em pacientes com anemia falciforme

Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme realiza mutirão para diagnóstico precoce do AVC.

Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme realiza mutirão para diagnóstico precoce do AVC.

Pacientes com anemia falciforme, na faixa etária pediátrica, têm chances 300 vezes mais de sofrer um derrame do que uma criança que não tem a doença. O alerta é do neuropediatra Camilo Vieira. Em vista deste risco, o Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme (órgão vinculado à Secretaria Municipal da Saúde de Feira de Santana) realizou nesta quarta-feira (23/08/2017), um mutirão para diagnóstico precoce do AVC (Acidente Vascular Cerebral) em pessoas assistidas pelo órgão na faixa etária de 2 a 16 anos.

Através do Doppler Transcraniano é possível avaliar o fluxo sanguíneo cerebral em crianças e adolescentes. De acordo com o neuropediatra Camilo Vieira, o exame analisa a velocidade com que o sangue passa nas artérias do cérebro – acima de 200 centímetros por segundo apresenta risco maior. O procedimento dura em média 15 minutos.

Há três anos a Secretaria Municipal de Saúde proporciona o exame de imagem no Centro de Referência, possibilitando detectar se os pacientes correm o risco eminente de desenvolver o AVC, uma das complicações mais graves da anemia falciforme. Segundo o neuropediatra, os pacientes que apresentam risco elevado para um derrame devem ser submetidos à transfusão sanguínea todo mês, para o resto da vida.

Esse procedimento é feito no HEC (Hospital Estadual da Criança). “O AVC quando não deixa sequelas graves, pode levar o paciente a óbito. Daí a importância da prevenção primária – quanto o paciente ainda não teve a doença”, afirma o neuropediatra.

450 pacientes acompanhados

Conforme a coordenadora do Centro de Referência, Luciana Brito, atualmente, 450 pacientes falcêmicos, entre adultos e crianças, estão sendo acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que é composta por hematologista, clinico, nutricionista, fisioterapeuta, assistente social, enfermeiro. O serviço é gratuito.

O falcêmico apresenta alteração genética na hemoglobina – proteína responsável em absorver e transportar o oxigênio no sangue e liberá-lo no tecido. Esta é uma doença hereditária e não tem cura. Geralmente, as pessoas sentem fortes dores nos ossos, músculos e articulações, cansaço, tem anemia, olhos amarelados (icterícia), insuficiência renal aguda, feridas (úlceras). Em crianças pode haver edemas nas mãos e pés.

O diagnóstico pode ser feito no bebê logo após o nascimento, através da triagem neonatal – “Teste do Pezinho” – e, quando adulto, pela eletroforese de hemoglobina, exame laboratorial específico para o diagnóstico da anemia falciforme. O Centro de Referência à Pessoa com Doença Falciforme funciona no Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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