Recôncavo baiano recebeu duas universidades criadas pelo ex-presidente Lula

Recôncavo baiano recebeu duas universidades criadas por Lula.
Recôncavo baiano recebeu duas universidades criadas por Lula.
Recôncavo baiano recebeu duas universidades criadas por Lula.

O Recôncavo baiano, região com população predominantemente negra, foi o local escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para receber duas das sete universidades federais criadas pelos governos do PT no Nordeste.

A região vai receber a visita do ex-presidente no projeto Lula Pelo Brasil, onde o petista vai percorrer os estados do Nordeste, com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT .

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) são símbolos da revolução social e educacional ocorrida nas gestões petistas, a partir das políticas de inclusão impulsionadas nos governos Lula e Dilma Rousseff.

Os números comprovam. A UFRB, por exemplo, tem 83,4% de estudantes autodeclarados negros e 82% oriundos de famílias com renda total de até um salário mínimo e meio, de acordo com dados divulgados pela própria instituição em julho de 2017. Além disso, 93,2% dos alunos são da região Nordeste, 92% da Bahia e 79,6% do interior do estado.

Criada em 2005 pelo então presidente Lula, a UFRB contribui com o crescimento do número de jovens negros e pobres, com acesso ao nível superior.

Com 12.345 estudantes espalhados por seis campi, sete centros de ensino, 44 cursos de graduação, 22 de pós-graduação, a UFRB tem conceito quatro no Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), indicador de qualidade que avalia as Instituições de Educação Superior. A nota máxima é cinco.

Primeira universidade federal do interior da Bahia, a UFRB também foi a primeira do País a ter uma Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e a aplicar integralmente a Lei de Cotas em 2012.

Integração África Brasil

Apesar de ter sede no Ceará, a Unilab possui um campus na cidade de São Francisco do Conde, terceira cidade do Recôncavo Baiano e considerado o município de maior população negra declarada no Censo.

Não é à toa que essa cidade foi escolhida para receber uma das unidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Isso porque a missão da Unilab é justamente fazer a integração entre o Brasil e os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os países africanos.

Além disso, a universidade também visa promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional.

Sua vocação, desde o início, é a cooperação internacional, a interculturalidade, a cidadania e a democracia nas sociedades, fundamentando suas ações no intercâmbio acadêmico e solidário com Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Para isso, a Unilab conta com um quantitativo geral de estudantes, somando graduação, pós-graduação, presencial e a distância, é de 5,2 mil alunos, distribuídos em 509 cursos de graduação e 989 cursos de pós-graduação.

A integração não fica apenas no nome. Para se ter uma ideia, apenas na graduação, a Unilab possui 118 estudantes de Angola, 95 de Cabo Verde, 562 de Guiné-Bissau, 31 de Moçambique, 86 de São Tomé e Príncipe e 69 do Timor Leste.

A Unilab também foi pioneira ao ter a a primeira reitora negra no Brasil, Nilma Lino, que depois seria a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Política de Temer causa retrocessos na educação

Todos esses avanços, protagonizados por essas duas universidades, estão ameaçados. Isso porque os retrocessos do governo golpista de Michel Temer são sentidos não apenas da retirada dos direitos trabalhistas e previdenciários. A educação brasileira também tem sofrido diretamente com a política de ajuste fiscal e corte de investimentos nas áreas sociais.

O orçamento da UFRB, por exemplo, sofreu uma redução de 19,5% do custeio e 49,7% do investimento em 2017, resultando em 29,3% em seu total.

Essas reduções impactam as ações de assistência estudantil, além de dificultarem a consolidação dos novos campi e de programas como o eixo de educação do Mais Médicos e o Programa Nacional de Educação no Campo, ambos implementados da UFRB.

Cortes orçamentários na área têm ameaçado as conquistas e o funcionamento de todas as Instituições Federais de Ensino Superior.

Com isso, boa parte das instituições de ensino superior mantidas pelo governo federal correm o risco de paralisar suas atividades antes mesmo do fim do ano, já que vai faltar dinheiro para pagamento de contas de água, luz, limpeza e segurança, além das próprias atividades acadêmicas e de pesquisa, como manutenção de bolsas de iniciação científica, compra de materiais e insumos para laboratório e equipamentos.

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