“Quem vai pagar por isso, como sempre, é o povo”, diz deputado Joseildo Ramos sobre privatização da Eletrobras

Joseildo Ramos: na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso fez a concessão da telefonia, privatizou a ferrovia e abriu o caminho para a privatização dos bancos públicos. E hoje temos, por exemplo, a telefonia mais cara do mundo.
Joseildo Ramos: na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso fez a concessão da telefonia, privatizou a ferrovia e abriu o caminho para a privatização dos bancos públicos. E hoje temos, por exemplo, a telefonia mais cara do mundo.
Joseildo Ramos: na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso fez a concessão da telefonia, privatizou a ferrovia e abriu o caminho para a privatização dos bancos públicos. E hoje temos, por exemplo, a telefonia mais cara do mundo.
Joseildo Ramos: na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso fez a concessão da telefonia, privatizou a ferrovia e abriu o caminho para a privatização dos bancos públicos. E hoje temos, por exemplo, a telefonia mais cara do mundo.

Após o Ministério de Minas e Energia anunciar a proposta de privatização da Eletrobras, reduzindo a participação da União no capital da estatal, o líder do Partido dos Trabalhadores na ALBA criticou a medida. Nesta terça-feira (22/08/2017), o deputado Joseildo Ramos (PT) afirmou que a decisão faz parte de um amplo processo de privatizações que já ocorreram no Brasil, capitaneado por um projeto neoliberal hoje reimplantando pelo Governo Michel Temer.

“Já vimos esse filme antes. Na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso fez a concessão da telefonia, privatizou a ferrovia e abriu o caminho para a privatização dos bancos públicos. E hoje temos, por exemplo, a telefonia mais cara do mundo, com empresas que ocupam três posições entre as cinco empresas com maior quantidade de reclamações do consumidor. Ou seja, para variar, quem vai pagar por essa contínua entrega do capital nacional, como sempre, é o povo”, afirmou Joseildo Ramos.

Ainda de acordo com o parlamentar, o fato da medida ter sido publicamente anunciada como uma forma de cobrir as contas negativas do Governo reforça o ‘grave ataque’ a estatal. “Em nenhum país sério isso é posto a venda sem alguma discussão com a sociedade. Além disso, descaradamente, o governo coloca que a intenção de vender esse patrimônio público, o mais expressivo agente do setor elétrico nacional, é cobrir o rombo do desequilibrio fiscal. Isso é um crime de lesa-pátria”, acusou o deputado.

Para Joseildo, embora o ministro Fernando Coelho Filho tenha apontado que não haveria “espaço para elevação de tarifas” ou “transferência de problemas para a população”, as consequências, a longo prazo, deverão de fato seguir este caminho. “Este é mais um fator dentro de um grande contexto. O governo Temer tem demonstrado que não terá freios, e irá desmontar o que foi construído nos governos de Lula e Dilma. Há uma combinação de ataques envolvendo a venda do pré-sal, a PEC dos gastos, a reforma trabalhista, o desmonte da previdência social e as privatizações. O prejuízo disso tudo será bancado pela população brasileira”, alertou.

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