Professora Graziela Urso comenta sobre a visibilidade tardia das mulheres na Revolução Bolchevique de 1917; pesquisadora participa do seminário sobre 100 Anos da Revolução Russa, evento ocorre em Salvador e Cachoeira

Cartaz destaca a mulher como trabalhadora na Revolução Russa de 1917.
Cartaz destaca a mulher como trabalhadora na Revolução Russa de 1917.
Cartaz destaca a mulher como trabalhadora na Revolução Russa de 1917.
Cartaz destaca a mulher como trabalhadora na Revolução Russa de 1917.
Em 7 de novembro de 2015, no centro de Moscou, mulheres russas comemoraram o 98º aniversário da Revolução Bolchevique.
Em 7 de novembro de 2015, no centro de Moscou, mulheres russas comemoraram o 98º aniversário da Revolução Bolchevique.

Ao comemorar os 100 Anos da Revolução Russa, professores, pesquisadores, setores organizados da sociedade e entidades do Brasil promovem eventos com a finalidade de ampliar o diálogo sobre os significados da revolução promovida pelo proletariado russo em 1917.

Observa-se que os nomes que mais se destacam nos debates são os dos homens, invisibilizando a contribuição significativa das mulheres, que também fizeram a Revolução Bolchevique de 1917. É sob esta perspectiva, de dar relevo ao papel das mulheres na conformação do movimento revolucionário, que a professora Graziela Schneider Urso (Universidade de São Paulo – USP) participa do seminário nacional ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’.

O seminário é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa e Estudos Marxistas (GEPM) realizado em conjunto com a APUR, ANDES, ASSUFBA , ABECS e outros grupos e entidades. Ele ocorre nos dias 29, 30 e 31 de agosto de 2017, no auditório do Quarteirão Leite & Alves, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira.

Além das atividades em Cachoeira, foi programado para terça-feira (29) pré-lançamento do livro ‘A revolução das Mulheres’, obra organizada pela doutora Graziela Urso. A atividade ocorre no campus da UFBA, em São Lázaro, Salvador.

Mulher e a revolução do proletariado

Na obra ‘A revolução das Mulheres’, Graziela Urso reúne vasto material entre artigos, atas, panfletos e ensaios escritos por mulheres russas que viveram nos primeiros anos do século XX, dando ao leitor um panorama sobre a situação da mulher diante da revolução russa. Mais do que participar de uma ação legitimando o poder popular, as memórias resgatadas por Graziela Urso trazem a situação que as mulheres eram confinadas no início do século XX, desde imposições como costumes de uma época, como também o início dos direitos à igualdade de gênero.

Graziela Urso infere que poucos sabem que a Revolução Russa de 1917 teve uma participação efetiva das mulheres, sendo, também, protagonistas de decisões políticas, contribuindo com análises e textos sobre a qualidade de vida daquele período, objetivando melhor os padrões de desenvolvimento econômico e social do período.

A professora explica que neste primeiro quartel do século XXI, ou seja, cem anos depois, é necessário resgatar a importância das mulheres na conformação e desenvolvimento do movimento revolucionário.

Entre os nomes que permaneceram invisibilizados na história,  Graziela Urso cita: Aleksandra M. Kollontai, Anna A. Kalmánovitch, Ariadna V. Tirkóva-Williams, Ekaterina D. Kuskova, Elena A. Kuvchínskaia, Inessa F. Armand, Konkórdia N. Samóilova, Liubov I. Guriévitch, Maria I. Pokróvskaia, Nadiéjda K. Krúpskaia e Olga A. Chapír.

Participação em Cachoeira

Além da atividade em Salvador, a pesquisadora Graziela Urso estará em Cachoeira na quarta-feira (30), compondo a Mesa de debate 4, com o tema ‘A Revolução Russa e o Protagonismo das Mulheres’, e fazendo uma segunda etapa do lançamento da obra científica.

Síntese da agenda do evento

O que

— Seminário ‘100 anos da Revolução Russa – Tudo que é sólido se desmancha no ar?’

Quando:

— 29, 30 e 31 de agosto de 2017.

Onde

— Dia 29, das 9 horas às 12 horas, pré-abertura no Campus da UFBA, em São Lázaro, Salvador;

— Dia 29, das 19 horas às 22 horas, sessão do filme sobre a Revolução Russa e debate, na UFRB, em Cachoeira;

— Dias 30 e 31, com programação diversificada, abrangendo manhã, tarde e noite. As atividades ocorrem no auditório do Quarteirão Leite & Alves, no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da UFRB, em Cachoeira.

Sites do seminário

Confira site do GEPM: https://www2.ufrb.edu.br/gepm/

Confira site do evento: https://100anosdarevolucaorussablog.wordpress.com/

Confira site do EPMARX: http://epmarx2017.blogspot.com.br/

Sobre Carlos Augusto 9515 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).