Na Bahia, ex-presidente Lula incentiva participação dos jovens na política

Aos milhares de jovens que o acompanharam no ato, o ex-presidente Lula deixou uma mensagem de esperança.
Aos milhares de jovens que o acompanharam no ato, o ex-presidente Lula deixou uma mensagem de esperança.
Aos milhares de jovens que o acompanharam no ato, o ex-presidente Lula deixou uma mensagem de esperança.
Aos milhares de jovens que o acompanharam no ato, o ex-presidente Lula deixou uma mensagem de esperança.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (18/07/2017), de um ato histórico em Cruz das Almas: o IV Festival de Juventude. Em um discurso bastante incentivador, ele reforçou a importância da participação dos jovens na política.

O evento fez parte da agenda do ex-presidente pelo Nordeste brasileiro, com a caravana Lula pelo Brasil. Durante o ato, Lula falou sobre os tempos “difíceis” que o País tem vivido e sobre a atuação dos meios de comunicação no Brasil.

“Às vezes num cinema, muitos filmes são produzidos para tentar criar a imagem negativa da política e para desestimular o jovem a gostar de política”, lembrou.

Apesar da atual situação política, o ex-presidente tentou estimular os jovens e lembrou que ele mesmo, Lula, não tinha interesse pelo assunto quando jovem.

“Eu tinha 23 anos, meu irmão me levou pro sindicato e eu não gostava. Eu achava que só tinha pelego, só tinha comunista e eu não queria. Até que um dia, eu vi as disputas do sindicato, eu comecei a me interessar pela política. Comecei a gostar das divergências, e aí virei presidente do sindicato, fizemos as primeiras greves, as grandes greves de 1978”, lembrou.

“Eu cheguei a dizer uma frase que vocês nunca têm de dizer: eu não gosto de política e não gosto de quem gosta de política. Eu achava que era o máximo. Me aplaudiam”, ironizou Lula.

“Vocês tem de assumir a política de verdade, sair do armário. Se eu fui presidente, por que vocês não podem? Se eu luto, por que vocês não podem?”, questionou o ex-presidente.

Ele também lembrou a força de sua mãe, Dona Lindu. “Eu luto porque eu aprendi com uma mulher analfabeta que a gente não pode abaixar a cabeça para a elite brasileira”.

Lula participa do IV Festival da Juventude de Cruz das Almas

“A juventude tem um papel importante. Se eu pudesse nascer outra vez, eu não queria um ser humano de carne e osso. Eu queria ser uma ideia, porque a ideia é indestrutível”.

Aos milhares de jovens que o acompanharam no ato, o ex-presidente deixou uma mensagem de esperança: “não há espaço para um jovem desanimar. Todo dia a gente tem que levantar, agradecer por estar vivo, pedir para ter um dia glorioso, saber que Deus já deu para gente cabeça para pensar, olho para enxergar, boca pra reclamar, mão pra gente trabalhar, pé pra gente andar”.

“Eu queria que cada jovem não esquecesse nunca. Carreguem na cabeça a seguinte frase: a ‘desgraça’ de quem não gosta de política é que é governado por que gosta. E se quem gosta é apenas uma minoria, significa que a gente fica sempre sendo minoria”.

Lula, no entanto, disse não querer determinar o partido que os jovens deverão entrar, pois esse seria um problema de consciência de cada um. “Não sejam tão desinformados como eu e que aceitava a propaganda da televisão que diz que vocês não devem gostar de política, não devem participar”.

“O Congresso Nacional, ou a Assembleia da Bahia, são a cara do comportamento político da sociedade no dia da eleição. Às vezes xingam o político e nem lembram que votaram nele:, afirmou.

A história de Lula na política

No entanto, o ex-presidente recordou o momento em que descobriu que o sindicato não resolvia todos os problemas do trabalhador brasileiro. E foi então que ele resolveu dar um salto maior, quando foi à Brasília falar com o então presidente Ernesto Geisel.

“Geisel tentou, através do ministro do Trabalho, mandar um Projeto de Lei para o Congresso criando categorias essenciais, que não podiam fazer greve: bancário, frentista de posto, professores, médico, funcionário público”.

“Eu fui para Brasília para tentar evitar que essa lei fosse aprovada. Quando comuniquei que eu ia, o ministro do Trabalho usou uma rede nacional para ameaçar o dirigente que fosse à Brasília. Ele ia caçar o direito do presidente do sindicato. E eu, para poder viajar, pedi licença do sindicato e eu fui. Cheguei e descobri uma grande coisa: não tinha trabalhador no Congresso Nacional”.

Foi então, lembra Lula, que ele participou do sindicato dos Petroleiros na Bahia. E a data ele não esquece nunca: 15 de julho de 1978, data em que nasceu um dos seus filhos, Sandro.

“Pela primeira vez, dei uma entrevista pro Jornal da Tarde dizendo que tava na hora da classe trabalhadora criar seu partido. E aí começou o movimento”.

O ex-presidente ainda exaltou a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra contra a bancada ruralista no Congresso Nacional e voltou a cobrar maior participação de mulheres, negros, índios e jovens na Casa.

“Vocês percebem que nós estamos com uma dificuldade. É um processo de conscientização política. É por isso que vocês têm que participar da política”, cobrou.

Redação do Jornal Grande Bahia
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