MPF denuncia Aldemir Bendine, Marcelo Odebrecht e mais quatro pessoas

Aldemir Bendine (Paraguaçu Paulista, 10 de dezembro de 1963) é um administrador brasileiro. Ele foi presidente das empresas estatais brasileiras Banco do Brasil e Petrobras. Foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, ficando na 32ª posição do ranking.Também foi considerado o 11º mais poderoso do Brasil pelo iG no ano de 2013 e Empreendedor do Ano nas Finanças pela Revista Isto É Dinheiro em dezembro de 2013. Em 27 de julho de 2017, foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de ter recebido propina da Odebrecht no Banco do Brasil e na Petrobras.
Aldemir Bendine foi preso no transcurso da Operação Cobra, 42ª fase do Caso Lava Jato.
Aldemir Bendine (Paraguaçu Paulista, 10 de dezembro de 1963) é um administrador brasileiro. Ele foi presidente das empresas estatais brasileiras Banco do Brasil e Petrobras. Foi considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, ficando na 32ª posição do ranking.Também foi considerado o 11º mais poderoso do Brasil pelo iG no ano de 2013 e Empreendedor do Ano nas Finanças pela Revista Isto É Dinheiro em dezembro de 2013. Em 27 de julho de 2017, foi preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de ter recebido propina da Odebrecht no Banco do Brasil e na Petrobras.
Ministério Público acusa Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, de receber propina para beneficiar a empreiteira Odebrecht.

A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) denunciou hoje (22/08/2017) o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa, e por atrapalhar as investigações.

A denúncia tem por base as investigações referentes à 42ª fase da Operação Lava Jato, denominada Operação Cobra, deflagrada no dia 27 de julho. O ex-presidente da Petrobras foi preso naquela ocasião.

De acordo com o trabalho do MPF e da Polícia Federal (PF), Bendine pediu à Odebrecht propina de R$ 17 milhões quando ainda era presidente do Banco do Brasil para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial. À época, os executivos da empreiteira negaram o pedido por entender que Bendine não teria capacidade de influenciar no contrato.

Em 2015, pouco antes de assumir a presidência da Petrobras, ainda segundo a investigação, Bendine pediu nova propina à Odebrecht para atuar no interesse da empresa junto à petrolífera. Dessa vez, o ex- presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e o executivo Fernando Reis optaram por pagar a propina de R$ 3 milhões.

A Força-tarefa afirma que as provas desse acordo foram colhidas em depoimentos de colaboradores e durante as buscas e apreensões feitas na 26ª fase da Lava Jato, denominada Operação Xepa.

O MPF-PR afirma que o pagamento da propina foi realizado a partir da adoção de mecanismos de lavagem de ativos e parcelado em três entregas em espécie, realizados em apartamento na capital paulista alugado a Antônio Carlos Vieira da Silva. O irmão dele, André Gustavo Vieira da Silva, também operou parte dos pagamentos a Bendine.

Ainda segundo a denúncia, Aldemir Bendine e os operadores financeiros dissimularam os pagamentos de propina ao descobrirem a existência de investigações contra si no âmbito da Lava Jato. Eles declararam que o dinheiro teve origem nas consultorias prestadas à Odebrecht e recolheram impostos relacionados aos serviços. Para a força-tarefa, os acusados tentaram embaraçar as investigações ao cometerem tal ato.

Além de Bendine, a denúncia oferecida pelo MPF-PR inclui os agentes da empreiteira Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, além dos operadores Antônio Carlos Vieira da Silva e André Gustavo Vieira da Silva, e do doleiro Álvaro Novis.

Redação do Jornal Grande Bahia
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