Exploração burguesa só desaparecerá com a ruptura e o modelo da opressão existente | Por Sérgio Jones

Presidente Michel Temer representa o interesse da burguesia rentista.
Presidente Michel Temer representa o interesse da burguesia rentista.
Presidente Michel Temer representa o interesse da burguesia rentista.
Presidente Michel Temer representa o interesse da burguesia rentista.

Sociedade desigual onde impera as formas combinadas de opressão, mecanismos de exploração, classe alta formada por determinados segmentos de funcionários e outros apaniguados como as várias denominações religiosas existentes que contam com relativa autonomia política e econômica; grupo de classe constituído por proprietários de terra que representam grupos familiares bem estabelecidos tradicionalmente e que historicamente dependem de acordos com os podres poderes visando garantirem a posse extensiva de terras nas formas de tributos e taxas que pesam especialmente nos ombros do campesinato. Além da existência de comerciantes que ocupam funções no mercado importador-exportador.

O latifúndio cresce em prejuízo das pequenas propriedades comunitárias, uma espécie de característica do sistema. A produção agrícola não se orienta a partir das necessidades das famílias, mas sim, a partir das exigências de mercado. Tudo isso coroado por um complexo de sistema de cobranças, endividamentos e execuções colocam a engrenagem social para funcionarem a favor de uns poucos privilegiados, duplicando as formas de exploração. Enquanto parte da elite parasitária consolida um estrato social colaboracionista com acesso às formas de acumulação de riqueza o que inviabiliza qualquer coesão social de resistência e autonomia.

O endividamento sistêmico do campesinato e do proletário, como um todo, fortalece os grandes proprietários (agronegócios). Os muitos impostos fazem com que diminuam a rentabilidade tradicional o que tem ampliado as formas de pobreza, endividamento, doenças… O que se constata é que o enriquecimento de poucos implica no aviltamento e empobrecimento das massas. O leitor deve estar pensando que estamos a nos referir ao cotidiano de nós brasileiro. Pode até haver muita similaridade, o que é fato. Mas na verdade estou me reportando ao século I da era comum na conjuntura da Palestina ocupada pelo Império Romano. Como podemos constatar, e as evidências empíricas demonstram independente de época, somente com a ruptura deste modelo e modos de opressão se pode anunciar o fim desta prática que obedece de forma insana a uma lógica perversa exercida secularmente por uma elite apátrida, voltada unicamente para a sua avareza espiritual e material.

*Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista | E-mail: [email protected]