Ex-presidente do DETRO, Rogério Onofre se entrega à polícia no Rio de Janeiro

O Caso Lava Jato ou Operação Lava Jato teve início em 17 de março de 2014. Inicialmente, foram deflagradas pela Polícia Federal quatro operações simultâneas: Dolce Vita, Bidone, Casablanca e Lava Jato. As três primeiras operações são nomes de filmes clássicos, escolhidos de acordo com o perfil de cada doleiro investigado. A última fazia referência a uma lavanderia e a um posto de combustíveis em Brasília, que eram usados pelas organizações criminosas.
O Caso Lava Jato ou Operação Lava Jato teve início em 17 de março de 2014. Inicialmente, foram deflagradas pela Polícia Federal quatro operações simultâneas: Dolce Vita, Bidone, Casablanca e Lava Jato. As três primeiras operações são nomes de filmes clássicos, escolhidos de acordo com o perfil de cada doleiro investigado. A última fazia referência a uma lavanderia e a um posto de combustíveis em Brasília, que eram usados pelas organizações criminosas.

O ex-presidente do Departamento de Transportes do Rio de Janeiro (DETRO), Rogério Onofre, se entregou no sábado (26/08/2017) à Polícia. Ele estava foragido desde ontem após novo mandado de prisãocontra ele, expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ele está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte.

Ele havia sido solto na quinta-feira (24) por habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Rogério Onofre foi preso em julho, acusado de participar de esquema de corrupção envolvendo empresas de transporte público no estado.

As investigações do Ministério Público apontam que o pagamento de propinas a políticos e agentes públicos chegaram a R$ 260 milhões entre 2010 e 2016. Rogério Onofre, segundo a acusação, tinha poder de decisão sobre o aumento da tarifa dos ônibus e recebeu cerca de R$ 44 milhões.

Na decisão, Bretas atendeu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de prisão preventiva de Onofre, pela existência de fatos novos no processo, por ameaças do réu a dois empresários envolvidos no caso, Nuno Coelho e Guilherme Vialle, de quem ele comprou imóveis para ocultar patrimônio, segundo o MPF. As ameaças foram gravadas em áudio e mensagens de texto anexados ao processo.

A medida representa mais um capítulo no embate jurídico travado entre Bretas e o ministro do Supremo Gilmar Mendes, que usou a metáfora de que “é o cachorro quem balança o rabo”, e não o contrário, referindo-se à instância inferior do juiz Marcelo Bretas do Rio de Janeiro.

A frase causou polêmica e na quinta-feira e gerou um ato público em apoio a Bretas, na Justiça Federal do Rio, com as presenças de juízes federais, procuradores da República, políticos, artistas de televisão e cantores.

Juiz Marecelo Bretas manda prender Rogério Onofre, que havia sido solto por Gilmar Mendes

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, decretou a prisão, nesta sexta-feira (25/08/2017), do ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro), Rogério Onofre, que havia sido solto na quinta-feira (24) por habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Na nova decisão, Bretas atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) pela prisão preventiva de Onofre, pela existência de fatos novos no processo, por ameaças do réu a dois empresários envolvidos no processo, Nuno Coelho e Guilherme Vialle, de quem ele comprou imóveis para ocultar patrimônio, segundo o MPF. As ameaças foram gravadas em áudio e mensagens de texto anexados ao processo.

“Dessa forma, há risco concreto da liberdade de Rogério Onofre, não só pelo fundado receio de ocultação de capitais já mencionada alhures, como pelos fatos novos trazidos que apontam para a provável ameaça perpetrada por ele, o que se revela capaz de interferir sobremaneira na persecução penal, bem como na aplicação de eventual pena”, escreveu Bretas, em sua decisão.

A medida representa mais um capítulo no embate jurídico travado entre Bretas e Mendes, que usou a metáfora de que é o cachorro quem balança o rabo, e não o contrário, referindo-se à instância inferior do juiz do Rio de Janeiro. Porém, a frase causou polêmica e na quinta-feira gerou um ato público em apoio a Bretas, na Justiça Federal do Rio, com as presenças de juízes federais, procuradores da República, políticos, artistas de televisão e cantores, incluindo Caetano Veloso.

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