Com ex-presidente Lula, 1ª refinaria do País, a RLAM, reativou desenvolvimento do Recôncavo da Bahia

Ex-presidente Lula realizou duas gestões que contribuiriam, significativamente, para o desenvolvimento regional do país.
Ex-presidente Lula realizou duas gestões que contribuiriam, significativamente, para o desenvolvimento regional do país.
Ex-presidente Lula realizou duas gestões que contribuiriam, significativamente, para o desenvolvimento regional do país.
Ex-presidente Lula realizou duas gestões que contribuiriam, significativamente, para o desenvolvimento regional do país.

Em 2010, a refinaria Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia, completou 60 anos. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu à comemoração e anunciou, para uma plateia de trabalhadores, um investimento de quase R$ 5 bilhões na refinaria. O valor seria investido na refinaria pelos próximos quatro anos e o local teria capacidade de gerar 10 mil empregos.

Agora, Lula retornará à São Francisco do Conde (BA), nesta sexta-feira (18/08/2017), durante sua viagem pelo Nordeste, no projeto Lula pelo Brasil. Antes disso, o ex-presidente passará por Salvador e Cruz das Almas, ambas cidades também baianas.

Segundo Deyvid Bacelar, coordenador-geral do Sindipetro-BA, Lula receberá uma placa em sua homenagem, e uma carta descrevendo o desmonte que a Petrobras tem vivido no Estado. “Se houve concursos e ampliação da Petrobras, foi por conta do governo dele (Lula)”, afirma Bacelar.

Primeira refinaria do país, a Landulpho Alves foi criada em 1950, antes mesmo da Petrobras. Nos governos de Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff,  o local foi um dos alicerces do desenvolvimento da produção de refino nacional.

Em 2009, durante o governo do ex-presidente, São Francisco do Conde, a cidade onde está a refinaria, apresentou o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, por habitante, no Brasil. O dado mostra a relevância dos investimentos feitos na refinaria para a reativação do desenvolvimento local e regional.

Para José Maria Rangel, presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), estimular e desenvolver o refino no Brasil fez parte de uma política de desenvolvimento nacional e de independência em relação aos países desenvolvidos.Isso porque, durante os governos petistas, o crescimento da economia fez com que o país aumentasse a demanda por petróleo e, sobretudo, por derivados, como a gasolina e o diesel. Pensando nisso, Lula investiu na construção de novas refinarias e na ampliação das existentes. O investimento na Landulpho Alves fez parte desse projeto.

Bacelar lembra que, desde 2003, foram construídas sete novas unidades na Bahia, além da ampliação das que já existiam. “A Petrobras tornou-se uma empresa de energia, e deixou de apenas exportar petróleo cru e importar derivados. Teve a oportunidade de exportar derivados, que tem maior valor agregado”, explica Bacelar.

A exportação de derivados chegou a representar, durante os governos petistas, cerca de 25% do total de exportações da petroleira, conta Bacelar.

Ao todo, a refinaria produz 31 tipos de derivados do petróleo, como o gás natural, a gasolina, diesel e lubrificantes. Também é a única produtora do “food grade”, uma parafina utilizada na fabricação de chocolates e chicletes, além de derivados utilizados na produção de detergentes biodegradáveis.

Uma novidade, possível graças aos investimentos feitos até 2015, foi a produção de um tipo de diesel (diesel S-10) e de gasolina com menor quantidade de enxofre que, segundo Bacelar, é algo vantajoso para o carro e para o meio ambiente.

Governo golpista

Zé Maria lembra que a refinaria Landulpho Alves chegou a produzir mais de 2 milhões de barris por dia, mas, com o governo golpista, sofreu uma queda na produção, que baixou para 1,7 mi. Após anos de crescimento e de recordes na produção, a unidade passa pelo processo reverso desde que Pedro Parente assumiu a presidência da Petrobras. Desde então, a estatal passa por um processo de “desinvestimento”, que em outras palavras, representa a venda e privatização de ativos.

“Está em curso um esvaziamento do parque de refino para favorecer as grandes importadoras de derivado”, afirma o petroleiro. O número de importadoras de refino aumentou de 50 para 200 empresas. Isso, na avaliação de Zé Maria, faz parte da estratégia da nova administração da Petrobras reduzir a produção para poder vender os ativos posteriormente.

Hoje, Bacelar conta, a primeira refinaria brasileira atua com apenas 53% da sua capacidade de refino. “Isso reduz a margem de mercado, aumenta a participação das importadoras e das outras distribuidoras, e faz com que as refinarias tenham prejuízo, porque, se ela não tem a produtividade, cai o rendimento”, explica.  “As ameaças de privatização são bem reais. A gente espera até setembro o anúncio da privatização”.

O coordenador-geral do Sindipetro-BA afirma, ainda, que a venda da refinaria só não aconteceu em maio porque estouraram as denúncias contra o presidente golpista Michel Temer (PMDB) e, em meio à instabilidade, os negócios foram suspensos.

Zé Maria reforça que há boatos de que a refinaria seria vendida para a francesa Total. “Já tiveram técnicos da Total (empresa de energia francesa) visitando a refinaria”, afirma Zé Maria.

*Com informações da Agência PT de notícias.

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