Evento promovido pelo SEBRAE e SDE Bahia promove novos negócios no setor eólico

2º Café com Energia discutiu setor eólico da Bahia.
2º Café com Energia discutiu setor eólico da Bahia.
2º Café com Energia discutiu setor eólico da Bahia.
2º Café com Energia discutiu setor eólico da Bahia.

O 2º Café com Energia, evento promovido pelo Sebrae em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), apresentou nesta terça-feira (04/07/2017) o cenário do Setor Eólico na Bahia através dos investimentos, perspectivas e desdobramentos para a cadeia de suprimentos.

Segundo Paulo Guimarães, superintendente de Promoção do Investimento da SDE, o evento é voltado para as grandes âncoras do setor de energia que tem a possibilidade de apresentar para as pequenas e médias empresas instaladas na Bahia as possibilidades de contratações de serviços, coletas especiais e expectativas de negócios para o adensamento das cadeias produtivas.

“É importante que empresas como a Gamesa e Torrebras, que estão aqui hoje, se aproximem dos fornecedores de bens e serviços locais. Quando uma empresa dessa contrata fora do estado, além do prejuízo com custo logístico, existe também o acúmulo de crédito de ICMS pago fora do estado que não é pago aqui. A contratação local gera um efeito econômico gerando mais empregos nas empresas de serviços”, afirma Guimarães.

Álvaro Carrascosa, CEO da Gamesa, elogiou a iniciativa do evento. “É muito importante porque temos uma carência muito grande e essa ligação com as pequenas e médias empresas é fundamental. Nós temos vários gargalos, várias dificuldades de desenvolver alguns negócios com empresas baianas, mas a gente vê espaço de crescimento na Bahia, fora que logisticamente e tributariamente é muito mais vantajoso fazer com que as empresas baianas participem mais”, afirma.

A RIP – Serviços Industriais, instalada na Bahia há 30 anos e que atua na área de eletromecânica, isolamento, pintura e andaimes, esteve no evento pela primeira vez interessada em investir na área de energia eólica. “Há 1 ano compramos uma empresa de manutenção de ativos de energia e nosso interesse é entrar no campo de eólica. Queremos entender a necessidade dos parques eólicos para nos moldar em cima das demandas de serviços terceirizados dos parques. Estamos em fase de prospecção e esse evento para a gente é muito importante devido a aproximação com a s empresas”, afirma Willians Gonçalves, gerente comercial da RIP.

Alerta

A exemplo do que já havia sido alertado na semana passada durante o 9º Fórum Nacional Eólico em Natal sobre a necessidade da realização de leilões de energia ainda este ano, foi novamente assunto de preocupação entre os empresários sobre o risco eminente do setor parar. “Nós temos hoje uma capacidade instalada muito superior a demanda. Se não tiver leilão este ano, toda cadeia eólica que foi instalada com muito trabalho pode se desfazer rapidamente. Só temos demanda nas nossas carteiras até janeiro e fevereiro, depois disso, o setor entra em colapso”, diz Álvaro Carrascosa.

O CEO da Gamesa completa dizendo “entendemos que com a crise, a demanda diminuiu, mas alerto que um país como o Brasil com qualquer movimento positivo que venha ocorrer consequentemente vai faltar energia, sem falar que o compromisso nosso é substituir uma energia mais cara por uma mais barata e os políticos precisam estar atentos a esta demanda”, finaliza.

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